quinta-feira, junho 22, 2006

Uma sessão memorável

Mais de uma centena de pessoas viveram ontem à noite, em Sobrado, um momento memorável, com a projecção do filme "Bugiadas", do realizador Ângelo Peres. Com a duração de 37 minutos, o filme mostra a festa de S. João de Sobrado de 1977, dando-nos a ver, no ecrã, além dos que já desapareceram, os que eram, então, jovens protagonistas e são agora cinquentões, e crianças que hoje são adultos maduros.
Foi uma experiência do melhor que o cinema pode dar, que é quando as pessoas se vêem e se sentem naquilo que vêem; tomam consciência da passagem do tempo (do pouco que se vê, dá para perceber como a freguesia mudou, entretanto); e, na experiência feita, reavivam a memória, condição absolutamente vital da construção do futuro.
No final, foi prestada uma singela homenagem ao realizador, actualmente professor na Universidade do Minho, o qual teve o gesto de oferecer à Casa do Bugio a lata com o filme original ontem visto (entretanto digitalizado na Tóbis, na última semana).

Bugiada já está a "mexer"

Sob o título "Bugiada já está a 'mexer'", escreve o jornalista Nuno Silva, no Jornal de Notícias de hoje, na secção de Grande Porto:

"Mouros e cristãos voltam a confrontar-se, depois de amanhã, em Sobrado, Valongo. A eterna batalha entre os também conhecidos por mourisqueiros e bugios pela posse da imagem milagrosa de S. João "ressuscita" a lenda que todos os anos traz milhares de pessoas às ruas da vila. Os preparativos para a Festa da Bugiada estão em marcha e a tradição, claro, será religiosamente cumprida.
António Pinto, um dos organizadores, adiantou ao JN que, este ano, serão cerca de 600 os figurantes que darão corpo às encenações (danças e lutas) que marcam as festividades. A animação arranca às 8 horas e prolongar-se-á até cerca das 21 horas, passando por diversos pontos da freguesia valonguense, com destaque para o Passal, em frente à igreja matriz.
A "guerra " pela imagem do S. João, o ponto alto do dia, está marcada para as 19 horas. Bugios e mourisqueiros medem forças. Os primeiros usam máscaras, penachos e castanholas e têm espírito folião. Os adversários trajam fatos coloridos, barretinas e usam espadas. Representam a vertente "militar", mas acabam por ser batidos. Além da batalha, não vão faltar várias encenações de crítica social, a Dança de Entrada, os rituais da lavra da praça (em que as operações são feitas na ordem inversa) e as habituais Sapateirada, Dança do Cego e Prisão do Velho.
Na contagem decrescente para uma festa popular que se tornou uma das imagens de marca de Sobrado, os preparativos seguem a bom ritmo. António Pinto deu conta de que os palanques já estão montados desde sábado e que já têm decorrido outras iniciativas culturais relacionadas com a festa.
(Foto de José Carmo/Arquivo JN, representando a sementeira)

domingo, junho 18, 2006

Afirmar a identidade da Bugiada

O colóquio sobre a Festa de S. João de Sobrado, que decorreu na passada sexta-feira à noite, na sede da Junta de Freguesia, além de ter sido, tanto quanto me lembro, a primeira iniciativa do género promovida em terra sobradense, foi também excelente ocasião para debater alguns pontos importantes sobre a festa.
O contributo do Dr. Helder Pacheco, que tem prestado um serviço importante na divulgaçao da festa através dos seus livros, incidiu particularmente em dois pontos:
- o carácter único das Bugiadas e Mouriscadas de Sobrado no panorama das festas tradicionais portuguesas e mesmo europeias;
- o dilema entre manter a Bugiada na sua autenticidade e procurar conferir-lhe projecção e visibilidade aquém e além-fronteiras.
Para este especialista da história e da cultura popular do Porto, o caminho, em qualquer caso, não pode ser outro que manter "fidelidade às raízes" e apostar na conservação da memória e no que esta festa tem de distinto e diverso. Não afirmar esta diferença e esta identidade própria seria absolutamente fatal, no contexto de uma Europa cinzenta e carente de côr.
(Outros aspectos deste colóquio serão, a seu tempo, registados aqui).

sexta-feira, junho 16, 2006

Mais uma história

Não têm fim as histórias que se contam em Sobrado, demonstrativas da paixão pela Bugiada e pela Mouriscada
Esta passou-se com uma família dos Senande e é contada por um dos filhos:
O pai estava emigrado na Venezuela. Sempre que podia, vinha a Sobrado para ir de Bugio. Aconteceu alguns anos vir directo para a festa e os familiares saberem que ele cá estava quando já estava a dançar.
Num certo ano, veio munido de uma máquina de filmar e fez um filme sobre a Bugiada que levou para o país em que vivia e trabalhava. Nos anos em que não podia vir a Sobrado ao S. João, projectava o filme numa parede e punha os filhos a dançar a Bugiada.

A foto mais antiga?
















Segundo declarações de Maria Margarida de Sousa Fernandes, a 15 de Junho de 2000, ao Museu da Pessoa, a foto junta refere-se ao almoço dos Mourisqueiros na Festa da Bugiada em 1913. Ao topo da mesa encontrar-se-ia o Reimoeiro Alberto Martins Fernandes, pai da entrevistada. A ser assim, esta seria a foto mais antiga que se conhece da festa de Sobrado.

segunda-feira, junho 12, 2006

Programa da Festa de S. João 2006

A festa de S. João de Sobrado deste ano inclui, no cartaz, e para além dos aspectos que já são tradicionais, um vasto conjunto de manifestações culturais e recreativas. Sublinhando apenas aquilo que se relaciona directamente com a Bugiada e Mouriscada, destaca-se:

Dia 16 - Às 21.30h, na sede da Junta de Freguesia de Sobrado, conferência sobre a Bugiada e o seu contexto local e global, por Helder Pacheco e Manuel Pinto.

Dia 17 - De manhã, construção dos palanques de Bugios e Mourisqueiros.

Dia 18 - Às 17.30h, ultimo ensaio no Passal e os tradicionais Tremoços com beberete, na Casa do Bugio

Dia 21 - Às 21.30h, no Centro Social e Cultural de Sobrado, Projecção do filme de cinema sobre a festa de S. João em 1977 (realizador: Ângelo Peres e cooperativa Moviola). (esta data foi corrigida; encontrava-se referido o dia 22).

Dia 24 - A partir das 8h e até cerca das 21h, Danças e lutas de Bugios e Mourisqueiros (incluem a Dança de Entrada, pelas 13h, Rituais da Lavra da praça, pelas 15h, Sapateirada e Dança do Cego pelas 17 horas e Prisão do Velho, pelas 19.30h).

Além de tudo quanto fica referido, o programa inclui ainda
- Um concerto de música sacra pelo grupo "Capella Antiqua" na Igreja Matriz (dia 17, às 21.30);
- Sarau das Associações de Sobrado (dia 20, às 21.30h)
- Sobradito Futebol de Praia (final do torneio dia 25, às 11h)
- Noite de folclore (dia 21, às 22 horas)
- Animação a cargo da C.M. Valongo (dia 22, às 22h)
- Actuação do grupo "Rumos Nordeste" (dia 23, às 22h, seguido da sessão de fogo de artifício);
- Actuação do grupo UHF (dia 24, às 00.15h)
- Actuação do grupo de dança "Jovens Santo André" (22.30h), "Instintos Radicais" (23h), Tony Knofler e Sua Banda (24.00h) e banda Rock "Squid" (00.45), no dia 24.

segunda-feira, maio 01, 2006

Fim de semana de mota pelo S. João

No próximo fim de semana vão-se ouvir as motas de duas e quatro rodas em Sobrado. É mais uma iniciativa da Comissão de Festas de S. João para promover o convívio e angariar fundos para a festa, que está a menos de dois meses.
No sábado, a partir das 8h, iniciam-se na Casa do Bugio as inscrições para o "raid" todo o terreno de duas e quatro rodas. Os percursos situam-se nos montes envolventes da vila e far-se-ão de manhã e de tarde. Há almoço e jantar servido pela organização. No caso do jantar, outros convivas que não os do raid poderão também inscrever-se. Na noite deste primeiro dia haverá ainda um concerto ao vivo da banda Tony Knofler.
No domingo, a partir das 14, no Alto de Vilar, acontecerá o Raid S. João 2006 - 1º Prova Quad "kabadas Park", com prémios para os primeiros classificados.

domingo, abril 02, 2006

Mega-Churrascada de S. João 2006

IMAG0127É já no próximo sábado, a partir das 19 horas, que se realiza a mega-churrascada de S. João 2006, uma proposta da Comissão de Festas de S. João de Sobrado que visa proporcionar mais uma ocasião de convívio e que constitui uma via de angariação de fundos para a festa deste ano. A iniciativa será animada por dois grupos de dança sobradenses: o Instintos Radicais e o Grupo de Dança da Associação Social e Cultural de Sobrado. Por dez euros (metade, no caso de crianças com menos de 12 anos), os participantes poderão saborear cricoulos, chouriço na brasa, azeitonas, porco na brasa, acompanhado com arroz de feijão malandro e caldo verde. À sobre-mesa, as tradicionais sopas secas, café e digestivo. Uma noite de convívio e de alegria

NB - Corrigido o nome do Grupo de Dança da Associação Social e Cultural de Sobrado, que tem, naturalmente, todo o direito ao seu verdadeiro nome. Obrigado pela correcção ao autor (anónimo) do comentário.

domingo, março 12, 2006

São João e Salomé

A Festa de S. João de Sobrado celebra e invoca S. João Batista. Nâo é seguro que as danças da Bugiada e da Mouriscada sempre tenham sido feitas a 24 de Junho. Há autores que levantam a possibilidade de haver uma festa anterior de S. João, que terá acolhido Bugios e Mourisqueiros, quando a Igreja se ocupou, a partir do século XVIII, a depurar as procissões de Corpus Christi. Se assim foi não o sabemos.
Em todo o caso, o S. João de Sobrado está intimamente ligado a S. João e a devoção é forte: em anos recentes, o "pagamento" de promessas à imagem do Santo terá ultrapassado os 5.000 euros num só dia. Curiosamente, são os Mourisqueiros quem leva o andor do Santo, na procissão ao fim da manhã, e não, como seria de esperar, os Bugios, que representam os cristãos.
E quem foi este S. João Batista?
Os elementos de que dispomos ligam-no intimamente a Jesus. A revista Pública, pela pena de Maria Luísa Paiva Boléo, trouxe, em 23 de Junho de há dez anos, uma biografia que se encontra disponível na web. Daí respigamos alguns elementos:

"João era conhecido por João Baptista, porque baptizava nas águas do Jordão todos aqueles que acreditavam que um dia a lei dos homens seria alterada com a chegada de um "messias". Como sabemos, foi S. João quem baptizou Cristo, quando este iniciou a sua vida de pregador. João Baptista é uma das figuras mais respeitadas da história judaico-cristã e a sua vida é também admirada pelos muçulmanos. Tem um culto assinalável na Turquia, bem como em várias zonas do Oriente. Envolve-o uma aura de homem bom, num sentido universal e muito mais vasto que o da santidade da Igreja Católica.João era filho de Zacarias e Isabel, primo de Jesus de Nazaré, que ainda não iniciara a sua vida pública. Isabel concebera-o em idade avançada e João, desde o seu nascimento, tinha a missão de anunciar a chegada do Salvador - de Jesus Cristo. Mas as profecias, mesmo para Herodes Antipas, eram para respeitar e João Baptista tinha o condão de o perturbar. Herodes era um homem pouco culto, medroso, ignorante, pouco mais do que um nómada, e tinha medo do profeta. O tetrarca mandou que o trouxessem à sua presença, pois queria ouvi-lo. João repetiu-lhe o que já dissera antes, que o casamento dele com a cunhada era "sacrilégio" segundo as leis. E mais, disse-lhe que a repudiasse e que voltasse para a mulher legítima, que expulsara injustamente, e que, se não o fizesse, cairia a maldição sobre Israel. Herodes, sob pressão de Herodias, mandou-o encarcerar numa prisão-cisterna". (...)
"Herodes Antipas quis esquecer que as palavras de João o torturavam e não o deixavam dormir. Era o seu aniversário e quis festejá-Io com toda a pompa. Os seus territórios eram vastos, chegavam bem para lá do rio Jordão e a festa deveria ser falada por toda a parte. Foram convidados todos os príncipes, que acorreram da Judeia e da Galileia e trouxeram os seus séquitos. Bailarinas de longes paragens vieram com a sua graça animar o banquete. Foram preparadas as melhores iguarias.Entre cada prato servido, tocava-se música e as bailarinas núbias e egípcias, ao som de alaúdes e flautas esvoaçavam entre os convivas. Os vinhos de Chipre e da Grécia enchiam taças de metais preciosos e reinava a alegria. Na sala do banquete só era permitida a entrada a elementos do sexo masculino. Bailarinas e escravas, não eram consideradas pessoas. Estavam ali para o prazer dos convidados. Era o costume do tempo.De repente, reza a lenda, a orquestra faz silêncio e, para surpresa de todos, aparece uma bailarina desconhecida acompanhada de escravas. Todos esquecem a refeição e não tiram os olhos daquela beleza sem rival - era Salomé. Ela vai dançar. As escravas passam-lhe pelo corpo perfumes, sândalo e outras essências. Colocam-Ihe nos braços e tornozelos pulseiras. Salomé está descalça e as suas vestes são tules e finas musselines transparentes, a fazerem adivinhar um corpo perfeito... e então Salomé começa a dançar. Eugénio de Castro, no seu poema lírico, descreve-a assim:"Radioso véu, mais leve que um perfume,Cinge-a, deixando ver sua nudez morena,Dos seus dedos flameja o precioso lumeE em cada mão traz uma pálida açucena.E a infanta avança. ao som dos burcelins...Como sonâmbula perdidaEm encantos, místicos jardins,Dir-se-ia que dança desmaiandoAo perfume das flores que estão em roda...Dir-se-ia que dança e está sonhando...Dir-se-ia que a estão beijando toda..." Salomé termina a dança. Os aplausos são entusiastas. Os convidados de Herodes querem mais. E Herodes, louco de desejo, pede: "Salomé, dança mais uma vez!" Ela recusa, esquiva, mas de novo o tetrarca seu tio insiste: "Dança para mim outra vez! Se o fizeres, pede-me o que quiseres que te darei, nem que seja metade dos meus reinos. Tudo será teu!" Salomé hesita, mas depois, num relance, percebe que tem, naquele momento um poder imenso e vai usá-lo. Como? Caprichosa, e sem pestanejar, como quem tira um fruto maduro de uma taça, diz: "Quero a cabeça de João Baptista numa bandeja de prata." Herodes Antlpas fica branco, quase petrificado, não acredita no que ouve e diz-lhe para escolher algo diferente. Que peça jóias, tecidos caros mandados vir de longínquas paragens, os luxos mais inatingíveis, mas a cabeça do profeta não. Herodes tem medo, não é a bondade que o faz agir assim, ou talvez, lá no fundo, pense que aquele homem não merece a morte, porque não é um criminoso, não atentou contra a vida de ninguém, embora nesse tempo mandar matar fosse quase uma banalidade.Imperturbável, Salomé repete, sem hesitar: "Danço outra vez para ti, se me trouxerem a cabeça de João Baptista." E Herodes cede. Tem de cumprir a palavra dada perante tantas testemunhas e manda que as suas ordens se cumpram. Entrega ao chefe da guarda pessoal o seu anel, para que este o mostre ao carrasco e para que este execute, sem demora, a sentença. A prisão onde estava João Baptista distava ainda alguns quilómetros do palácio. Terá havido um silêncio arrepiante? Ou a música e o festim prosseguiram?Um pouco mais tarde, a cabeça de João Baptlsta é trazida à presença de Salomé. Esta olha-a, ainda ensanguentada. A partir daquele momento, João Baptista é um mártir, é o santo que tantos séculos depois a humanidade não esqueceu. É evocado no dia do seu nascimento - 24 de Junho" (...).

domingo, março 05, 2006

Alguém ouviu falar
na "Dança da Jaquina"?

Esta nota é apenas para os sobradenses ou a eles ligados. Desculpem, pois, os leitores que se sintam fora do alcance da pergunta. Mas ela é muito importante para a memória da Festa de S. João de Sobrado.
Há pessoas já de alguma idade que referem que, quando eram crianças, se fazia a "Dança da Jaquina". Teria lugar ao princípio da tarde, do dia de S. João, antes da "Cobrança dos d'reitos".
Aqui fica o desafio aos sobradenses que porventura lerem este post: procurem interrogar familiares e conhecidos; perguntem-lhes se ouviram falar na Dança da Jaquina; tentem saber se alguém a presenciou; ou mesmo se alguém nela participou e em que consistia. Todas as informações sobre o assunto interessam. Porque nos podem dar a conhecer algo que há muito desapareceu.
Todas as informações podem ser enviadas por mail ou podem ser colocadas clicando nos comentários.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Noite de Carnaval e Churrascada
- duas festas para preparar a Festa

Para promover o encontro e o convívio entre os sobradenses, e também como forma de conseguir alguns fundos para a Festa de S. João de Sobrado, vão realizar-se as seguintes iniciativas, para as quais todos estão convidados:

  • 27 para 28 de Fevereiro - Noite de Carnaval, festa de máscaras, com comes-e-bebes, na Casa do Bugio.
  • 8 de Abril, às 19 horas - Churrascada. Igualmente na Casa do Bugio.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Já há Reimoeiro e Velho da Bugiada

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Há fumo branco quanto às designações do Reimoeiro e do Velho da Bugiada para a festa de 2006:

Reimoeiro: Pedro Vale, do lugar do Terreiro
Velho da Bugiada: Lindoro Cavadas, do lugar de Vilar.

O primeiro estava definido já há algum tempo e a designação foi óbvia e pacífica. Já para Velho havia nada menos de quatro aspirantes. Após um processo difícil, a escolha acabou por ser efectuada por votação secreta dos membros da Comissão de Festas, no decurso de uma reunião efectuada na passada sexta-feira.
Ao Velho cabe um vasto conjunto de tarefas preparatórias da Bugiada, muito superiores àquelas que cabem ao Reimoeiro.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Entrudo de Lazarim

LazarimDe comum com a Bugiada têm a máscara diversas festas tradicionais. Uma dessas festas é a que tem lugar anualmente em Lazarim (Lamego), sob a designação de Entrudo de Lazarim. A festividade tem início no sábado, dia 25, com animação de rua e gastronomia própria da época (ex.: Patuscada de Porco), mas é no dia de Carnaval propriamente dito que os mascarados saem à rua. A partir das 15 horas, é feita a leitura do Testamento dos Compadres e das Comadres (ver exemplo aqui), seguindo-se um concurso de máscaras e a Queima dos Compadres. Termina a função com a gastronomia: feijoada e caldo de farinha.
Este Entrudo foi proibido pelo regime de Salazar, nos anos 50, mas votou a ganhar vida já nos anos 80 do século findo. As máscaras de Lazarim são por tradição confeccionadas em madeira de amieiro (um trabalho jornalístico sobre esta tradição pode encontrar-se no mais recente número da revista Tempo Livre, editada pelo INATEL).
Para ir a Lazarim: Uma vez na cidade de Lamego, seguir a estrada nacional EN226 na direcção de Tarouca. Poucos minutos depois, há um desvio assinalado para aquela vila.

domingo, fevereiro 12, 2006

Comissão de Festas de S. João 2006
  • Agostinho Manuel Jorge Ferreira
  • Albino Veloso
  • Alcino Jose Cruz Santos Pinto
  • António César Ribeiro Ferreira
  • António Fernando Moreira Gaspar
  • António Jose Dias Santos
  • António Manuel Moreira Marques do Vale
  • Augusto Lindo
  • Bruno Sousa
  • Carlos Manuel Pinheiro Andrade
  • Celeste Silva Machado
  • Celia Leão
  • Clemência Alves Martins Ferreira
  • Conceição Lindo
  • Domingos Soares Moreira
  • Elisabete Leão
  • Fábio Manuel Silva Rebelo
  • Fernando Manuel Moreira Dias
  • Filipe Eduardo Martins Barros
  • Flávio Vale
  • Francisco Mesquita
  • Joaquim Fernando Carneiro Soares
  • Joel Filipe Pereira Antas
  • José Artur Dias da Silva Santos
  • José da Silva Machado
  • José Domingos Pereira Soares
  • José Manuel Pinto
  • José Manuel Dias Ribeiro
  • José Manuel Ruas Moreira
  • José Maria Veloso Delgado
  • Leonel Alves Carneiro
  • Lindoro Moreira dos Santos
  • Luís Costa Nunes
  • Luís Manuel Fernandes da Silva
  • Manuel António Silva Pinto Suzano
  • Manuel Fernando Almeida Coelho
  • Manuel Fernando Almeida Silva
  • Manuel Joaquim Silva Pinto
  • Marco Aurélio Cruz
  • Marco Joel Carneiro Ramalho
  • Maria Fernanda Fernandes Costas
  • Nuno Filipe Ferreira Mesquita
  • Nuno Filipe Pereira Silva
  • Paulo Manuel Silva Pereira
  • Pedro Manuel Gaspar Moreira
  • Pedro Miguel Ferreira Do Vale
  • Serafim Manuel Dos Santos Rocha
  • Sérgio Nuno Sousa Silva.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

A Festa de 2006 começa a rolar

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Estão a animar-se os preparativos da Festa de S. João de 2006, mais conhecida por Bugiada de Sobrado. Em reunião há dias verificada, juntaram-se mais de três dezenas de voluntários - homens e mulheres - para fazer a festa, convidados pela Comissão Administrativa que dirige actualmente a Casa do Bugio. Elegeu-se um executivo e começou-se a colocar sobre a mesa algumas ideias de iniciativas a levar a cabo. O essencial vai ser definido numa nova reunião a realizar na próxima sexta-feira.
Entretanto, aconteceu algo que é inovador. É, por tradição, à Comissão de Festas que cabe decidir quem irá ocupar os cargos de Velho da Bugiada e de Reimoeiro. Se relativamente a este último, as coisas parecem à partida definidas, no caso do Velho, há pelo menos quatro candidatos que se perfilam para o lugar. Em vez de decidir por um deles, a Comissão decidiu adoptar uma metodologia diferente: convidou os quatro a reunir-se e, se assim entendessem, a acertarem por consenso o nome daquele que seria o Velho deste ano. A reunião fez-se, mas dela não saiu fumo branco. Os quatro entenderam voltar a passar para a Comissão o encargo dessa decisão.
Como é evidente, uma tal escolha não se faz pelos "lindos olhos" dos candidatos. Há critérios que, tradicionalmente são, ou devem ser, tidos em conta. Não apenas a antiguidade e experiência, mas também a dedicação à "causa" dos Bugios, a arte de dançar, etc. É em função desses pressupostos que, muito em breve, uma decisão terá de ser tomada. E dessa decisão dependem muitas outras decisões. Como iremos vendo, nos próximos tempos.