domingo, fevereiro 18, 2007
Bugios em festas privadas
Neste caso, a bugia, devidamente trajada e mascarada, esboçou uma dança ao som da música e recolheu de imediato, não voltando a aparecer.
Isto fez-me lembrar um "jantar" de festa, há muitos anos, em que, no final, alguém colocou num gravador de som uma cassete com a música da Bugiada. Era ver quase todos os comensais a levantar-se e a dançar também ao som da música.
Aos leitores deste blogue, em especial aos sobradenses, pergunto: que lhes parece este tipo de iniciatiavs e manifestações? Conhecem ou participaram noutras iniciativas parecidas?
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Máscaras transmontanas vão ter museu
"As máscaras tradicionais transmontanas vão passar a ter nova visibilidade este ano, com a abertura do Museu da Máscara e do Traje em Bragança, cuja inauguração está prevista para o próximo dia 24. Para o efeito foi recuperado um edifício na cidadela, cujas obras custaram 197 mil euros. No local vai ser possível ficar a conhecer um pouco mais as tradições ligadas à máscara, nomeadamente asFestas dos Rapazes, em que os caretos têm um papel fundamental. No entanto, o espaço terá também um ponto de venda de artesanato, trajes e mascaras tradicionais. O espaço museológico vai servir para a promoção da máscara das regiões de Bragança e Zamora. Ainda em Bragança vai ser criada a Academia da Máscara para promover eventos relacionados com a temática. As máscaras daquela região transfronteiriça vão passar a circular nos pacotes do açúcar Delta, até ao final do mês".
O mesmo jornal acrescenta ainda notícia de um outro facto, ainda relacionado com as máscaras transmontanas:
"A população de Podence, em Macedo de Cavaleiros, vai poder ver o filme que, há mais de 30 anos, contribuiu para o renascimento da tradição dos caretos, que esteve em risco de se perder. A exibição será na véspera de Carnaval, no próximo dia 19, altura em que a aldeia se transforma num imenso palco de animação e alegria com os caretos à solta. Trata-se do filme "Máscaras", realizado em 1975 por Noémia Delgado, e que é considerado pelo presidente do Grupo de Caretos de Podence, António Carneiro, um marco histórico para a localidade.
À época restavam apenas três trajes dos caretos, em fracas condições, a tradição estava na iminência de desaparecer. "Esse filme contribuiu para despertar os jovens para a tradição dos caretos, a juventude viu, gostou e interessou-se", recordou António Carneiro.
Espicaçados pelo documentário, os jovens da localidade meteram as mãos na máscara e fundaram aquele grupo, que saiu pela primeira vez para fora de portas em 1985, para fazer uma exibição em Coimbra. Deste então nunca mais parou. Os caretos de Podence são actualmente conhecidos internacionalmente, e no vasto currículo contam exibições em várias localidades de Espanha, no Carnaval de Nice (em França) e no Carnaval italiano.
Em Podence a tradição de confeccionar os fatos, feitos de lã colorida, ressuscitou, actualmente até os mais novos os sabem confeccionar. O mais difícil é conseguir a matéria-prima, uma vez que as colchas a partir dos quais são feitos, não são fáceis de encontrar. "Vamos procurá-las onde as há, até em aldeias vizinhas" admitiu António Carneiro.(...)"
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Já há Velho e Reimoeiro
A Comissão da Festa de 2007 já procedeu à escolha do Velho da Bugiada e do Reimoeiro. São eles, respectivamente, Joaquim Brito e Vitorino Oliveira. O primeiro tem a particularidade de ser "repetente" na função, o que já não acontecia desde inícios dos anos 90. Um dos motivos de ter sido escolhido prende-se com o facto de ser um dos que completam 50 anos durante o ano de 2007. De facto, e como tivemos já ocasião de referir, a edição deste ano da festa de S. João de Sobrado é organizada por um conjunto de sobradenses que têm em comum o facto de terem nascido em 1957 e que, por conseguinte, fazem este ano 50 anos.
[Na foto: as barretinas do rei mouro (Reimoeiro) e do Velho da Bugiada, os chefes, respectivamente, dos Mourisqueiros e dos Bugios]
domingo, janeiro 07, 2007
O Velho e os Guias
Os bugios são exóticos. Usam uns fatos multicolores que imitam o cetim, constituído por calça, casaco e uma capa, tudo debruado e garrido, com guizos dependurados pelo corpo. Na cabeça, levam chapéus encimados de penachos de fitas coloridas e, nas mãos, castanholas e uma diversidade de objectos que podem ir de bonecas a instrumentos agrícolas, passando por sardões, buzinas e outros recursos que a inventiva individual estimula. Importante: homens, mulheres, crianças (já que de bugio pode ir quem quer e pode) todos vão mascarados. Organizam-se sempre em duas filas paralelas, cada qual com o seu Guia, todos capitaneados pelo Velho, o qual tem uma indumentária diferente, que lhe dá um ar patriarcal. Quando a hora é de dança, os saltos são impressionantes e a algazarra indescritível.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
O espaço da festa

[desta imagem se pode dizer, com bastante grau de certeza, que foi colhida numa terça-feira e aí pelo mês de Maio. Porquê? Porque vê-se bem que é dia de feira e os campos da agra acabam de ser lavrados e semeados, provavelmente de milho. Pode ainda concluir-se que foi obtida antes de Junho de 2005, visto que o polémico re-arranjo da rotunda ainda não tinha sido iniciado.]
terça-feira, dezembro 26, 2006
A Mourisca também em Trás-os-Montes
Do ponto de vista do estudo das festas tradicionais, não parece abusivo estabelecer um paralelo entre as festas solsticiais de Verão e as de Inverno. O dia de hoje - 26, de Santo Estêvão, o jovem que, segundo a lenda, foi o primeiro mártir do cristianismo - é um dia maior deste ciclo de Inverno, especialmente com as Festas de Rapazes, em Trás-os-Montes (Cf. uma lista aqui).Uma das localidades em que tive já oportunidade de participar foi na Torre de Dona Chama e a sua Festa dos Caretos. É um caso interessante porque nela tem lugar, entre várias outras manifestações, o "Correr da Mourisca".
Esta tradição é assim descrita no site "Torre de Dona Chama":
"As «Mouriscas» e os «Caçadores», os reis «Mouros» e os «Cristãos», já estiveram presentes na missa de Santo Estevão. As «Mouriscas» usam por cima da roupa um lenço ou fita vermelhos traçados sobre o peito e na cabeça um lenço apertado em jeito de turbante.Ainda há poucos anos era um papel só reservado aos rapazes. Hoje também raparigas o desempenham. Os caçadores não usam roupa especial, mas sim uma caçadeira.Os reis têm roupagem própria: o «Mouro» manto vermelho, coroa e um pau ou espeto de ferro com uma laranja espetada na ponta; o «Cristão» um manto branco, coroa e pau espeto de ferro com uma maçã espetada na ponta. O objectivo das diversas acções é que a «Mourisca»arda; que mais uma vez os caçadores «Cristãos» vençam e que a tradição se mantenha e passe de geração em geração...Já ao anoitecer do dia 26 de Dezembro, os caçadores em grupos de dois ou três dão a volta ao povo e com um tiro junto de cada portal afugentam alguma «Mourisca» que tenha ficado escondida."
domingo, dezembro 17, 2006
A componente carnavalesca da Festa de S. João
São várias as manifestações presentes na Festa de S. João de Sobrado que podem ser inscritas nas tradições de cunho carnavalesco. É o caso das cenas de crítica social que aparecem desde manhã cedo e até ao fim das Danças de Entrada; é, ainda o caso de alguns pormenores relacionados com os trajes e os rituais (da Lavra, por exemplo), que ocorrem da parte da tarde do dia 24.Isto não é específico de Sobrado. Como escreve João Ferreira Duarte, Professor da Universidade de Lisboa, que alude, neste contexto, expressamente às Bugiadas de Sobrado, num curto artigo intitulado "carnavalização", publicado no e-Dicionário de Termos Literários:
"Carnaval não se refere aqui apenas ao período antes da Quaresma e centrado no Mardi gras ou Fastnacht, que continua a ser celebrado nas sociedades contemporâneas, mas compreende determinadas festividades que, durante a Idade Média e o Renascimento, decorriam também noutros momentos do ano associados a comemorações sagradas, como o Corpus Christi, e chegavam a totalizar cerca de três meses. As suas origens remontam certamente aos cultos dos mortos e rituais propiciatórios e celebratórios de comunidades agrícolas primitivas que ocorriam durante o tempo das sementeiras e das colheitas, a figuras há muito estudadas pelos antropólogos, como o bode expiatório e o rei sacrificial, e em particular às festas em honra do deus Saturno, que na Roma antiga tinham lugar em Dezembro e eram conhecidas como as Saturnalia. À semelhança do "mundo às avessas" do Carnaval, no tempo em que duravam as Saturnalia vivia-se quotidianamente a inversão da ordem social normal: os escravos tomavam o lugar dos senhores e entregavam-se a toda a espécie de prazeres habitualmente proibidos, numa imitação simbólica do reinado de Saturno, a Idade de Ouro da felicidade e abundância reproduzida na utopia medieval e renascentista do País de Cocanha ou Schlaraffenland."
O autor refere três aspectos do universo do Carnaval dignos de nota:
1) A representação carnavalesca do corpo, a que Bakhtine chama realismo grotesco, é centrada nas imagens deformadas e exageradas do "baixo corporal": a boca, a barriga, os órgãos genitais. (...) 2) O uso da máscara simboliza uma das características mais marcantes do Carnaval: a confusão e dissolução das identidades pessoais e sociais, o triunfo da alteridade durante aquele tempo convencionalmente reservado à transgressão. 3) A relativização da verdade e do poder dominantes constitui um dos sentidos profundos do riso carnavalesco nas suas multímodas manifestações; ao ridicularizar tudo o que se arroga de uma condição imutável, transcendente, definitiva, o Carnaval celebra a mudança e a renovação do mundo."
Qualquer destes aspectos se apresenta como especialmente pertinente em Sobrado.
sábado, dezembro 09, 2006
Ramificações e rastos da nossa tradição

No seu artigo "Moros y cristianos y Los comanches.Dos muestras del teatro hispano en el sudoeste de los Estados Unidos", afirma a autora, Marisa García-Verdugo (Purdue University, Calumet, EUA):
" (...) Las fiestas de Moros y Cristianos en la Península Ibérica, se dividen en tres grupos según las características de las representaciones. Las fiestas del Levante por ejemplo, son fastuosas y multitudinarias. Hay un gran despliegue de color y movimiento. Los bandos hacen embajadas y presentaciones de colectivos específicos, las llamadas filas. El objetivo es reconquistar el castillo. En Andalucía son más modestas, menos ruidosas. Los moros roban la imagen del patrón del pueblo y los cristianos deben rescatarla. Los dos bandos se provocan mutuamente y arengan a sus seguidores. Finalmente los moros se rinden y se convierten. En Aragón los parlamentos entre moros y cristianos son parte de una fiesta que incluye otros elementos folclóricos. La imagen del moro es diferente y presenta matices históricos que incluyen al morisco como parte de la sociedad del Alto Aragón. Según M. Soledad Carrasco Urgoiti, "en Levante y en
Andalucía el moro es ante todo el invasor. En cambio, en el Alto Aragón aunque el motivo histórico sea secundario, parece sobrevivir el recuerdo del morisco subyugado, cuya presencia se sentía como posible causa de perturbación y motivo de constante recelo.(...)"
Por sua vez, em "Algunas observaciones sobre los textos de «Moros y Cristianos» en México y Centroamérica", escreve-se o seguinte:
Las actuales danzas de «Moros y Cristianos» son bailes dramatizados que se representan por los campesinos mestizos en los días del Santo Patrón, u otras fiestas sagradas o profanas. Dos grupos de danzantes (de seis a veinticuatro), jerárquicamente ordenados, realizan una acción dramática, cuya característica es el esquema fijo de tres partes: desafíos (o embajadas) —gran batalla (en que la parte pagana es vencida)— desenlace, el cual comprende el bautismo o la muerte de los vencidos, y a veces, el destino de su «leader», el rey moro4. Variantes del esquema pueden ser: una emboscada (trazada por los moros) o el cautiverio de algunos cristianos que más tarde serán liberados. También pueden ocurrir el combate por un castillo y el robo de una santa imagen. Las alusiones históricas en las danzas están diluidas y pueden referirse sólo a los nombres de los protagonistas. Los paganos son «moros» «turcos» o «africanos»; los cristianos: «castellanos» o «romanos».(..."
Na recensão do livro "Moros y Cristianos : representaciones del otro en las fiestas del Mediterráneo occidental", org. Marlène Albert-Llorca e José Antonio González Alcantud,)Granada, 2003), escreve Bernard Juillerat, na revista l'Homme (nº 170, 2004):
"(...)Les combats entre maures et chrétiens apparaissent au XVe siècle dans les fêtes de cour pour se populariser dès le XVIIIe siècle, alors que le XXe voit de nombreuses fêtes renaître de l’oubli. Simultanément, sous le double effet de l’héritage d’une tradition lettrée et, surtout, du travail des érudits locaux, les textes furent remaniés et fixés par écrit ; aujourd’hui la plupart sont disponibles, voire publiés. La dualité est évidemment centrale dans ce thème scénique où les batailles sont précédées d’embajadas, c’est-à-dire d’échanges diplomatiques, bien que les pièces ne réactualisent pas, à quelques exceptions près, un événement historique particulier. Les maures sont plutôt l’incarnation d’une altérité assimilée aussi bien aux Indiens dans les versions d’Amérique latine qu’aux Français de la conquête napoléonienne en Espagne, ou même aux républicains de la guerre civile. L’opposition sous-jacente est celle du Bien et du Mal, et la référence absolue reste le catholicisme auquel les moros de la scène populaire, d’abord triomphants puis vaincus, finissent par se convertir sous les auspices du saint patron ou de la Vierge locale. Quoique l’ambivalence de la figure du maure trouve son origine dans le second romancero, les représentations de Moros y Cristianos relèvent davantage du «bricolage culturel» que d’une tradition ancienne fidèlement transmise.(...)"
(neste ponto, foi corrigida a autoria da recensão que se encontrava erradamente atribuída)
Finalmente, no artigo "Charlemagne Roi du Congo - Notes sur la Présence Caroligienne dans la Culture Populaire Brésilienne", anota a autora, Marlyse Meyer:
"(...) Le jeu "Chrétiens-Maures" dont j'ai esquissé un modèle brésilien s’étend à toute l'Amérique ibérique : "Il n'y a pas de divertissement populaire qui témoigne le mieux de l'unité fondamentale de la culture hispanique que les fêtes de Moros y Cristianos, car on les retrouve, avec beaucoup d'éléments communs, autant au Portugal qu'au Mexique, qu’en Andalousie, qu'en Galice, qu'au Brésil, ou au Pérou" (Ricard 1958 : 875). R. Ricard (ibid.) distingue deux types de jeux : "le type 'croisade' ou 'reconquête', qui est la lutte autour d'un château-fort dressé au milieu d'une place et finira par être pris d'assaut. Et le type 'Maures sur le rivage', où le château ne figure pas : les Chrétiens s'unissent pour repousser un débarquement, évocation des attaques barbaresques sur les côtes espagnoles". Les antécédents historiques du jeu sont nombreux. R. Ricard rappelle les croisades, la conquête et l'occupation de la péninsule Ibérique par les Maures, les razzia barbaresques. Ajoutons la bataille de Lépante, évoquée par Teofilo Braga (1886) et Mario de Andrade (1959) (...)".[Crédito da gravura: um dos "Die Moriskentänzer", de Erasmus Grasser)
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Danças mouriscas
Eis algumas dessas manifestações, através de vídeos disponibilizados pelo YouTube [clicar no centro de cada imagem para ver o vídeo da dança]:
Sarrabulhada
sexta-feira, novembro 10, 2006
Comissão de Festas de 2007
- ANTÓNIO RIBEIRO BENTO
- JOSÉ RIBEIRO DE OLIVEIRA
- JOSÉ FERNANDO FERREIRA SANTOS
- GUILHERMINO FERREIRA ALMEIDA SILVA
- JOSÉ FERNANDO MARTINS PEREIRA
- FERNANDO LEAL FERREIRA MARUJO
- ANTÓNIO DA COSTA NUNES
- ALBERTINO RIBEIRO FERREIRA
- ALBERTO DA ROCHA NEVES
- ALBERTO SANTOS FEREIRA MARUJO
- JOSÉ FERNANDO MOREIRA DE SOUSA
- JOAQUIM ROCHA BRITO
- ALBERTO MOREIRA DA SILVA
- JOSÉ FERNADO ALVES MOREIRA
- FERNANDO COSTA SILVA
- MANUEL SILVA ALVES
- HERNÂNI FERREIRA DEVESAS
- ÂNGELO SILVA PEREIRA
- EDUARDO JORGE NUNES MATOS
- SERAFIM RIBEIRO PEREIRA
- FERNANDO ALMEIDA MOREIRA
- MANUEL AUGUSTO MARTINS PEREIRA
- AMÉRICO RIBEIRO VALE
- JOAUIM MOREIRA GONÇALVES LEAL
- AUGUSTO SILVA DIAS
- JOSÉ DA COSTA NUNES
- BELMIRO COSTA NUNES
- ANTÓNIO ÁGUEDA DOS SANTOS GANDRA
- JOSÉ FERNANDO FEREIRA TORRES
- JOSÉ AUGUSTO MOREIRA BENTO
- MANUEL ALVES NOGUEIRA.

Ainda sobre a Comissão
O facto de ter surgido um grupo de pessoas que se propõe organizar a festa de São João de Sobrado deste ano é, certamente, um dado positivo. Que a iniciativa tenha surgido de um grupo que se identifica por ter nascido no mesmo ano - 1957 - e costumar já organizar iniciativas em conjunto também é interessante. Afinal, 50 anos de vida merecem ficar assinalados por um gesto em prol da colectividade.
O único senão, do meu ponto de vista, é ficarem de fora as mulheres sobradenses nascidas nesse mesmo ano. De certeza que também tinham - e têm - muito a dar à festa. Mas, devagar, as coisas vão mudando.
domingo, outubro 22, 2006
Surge Comissão para a Festa de 2007

Como é sabido, nos anos em que não se consegue formar uma Comissão de Festas, a responsabilidade da tarefa cabe à Casa do Bugio. Foi o que aconteceu este ano e era o que se deenhava para o ano que vem. Mas eis que surge a novidade:há um grupo de sobradenses disposto a organizar a festa. E tem uma particulariade curiosa: é constituída por indivíduos nascidos no ano de 1957.
Segundo soubemos, é um grupo que tem já o hábito de se reunir para conviver. Desta vez, no ano do 50 aniversário, entenderam que o facto merecia comemoração de mais vulto e, vai daí, meteram-se na organização da Festa de S. João de 2007. E já têm agendada a primeira iniciativa: uma sarrabulhada que terá lugar em 9 de Dezembro próximo, precisamente na Casa do Bugio.
quinta-feira, outubro 19, 2006
"Máscara Ibérica" no Ferreira Borges (Porto)
Até 5 de Novembro, está patente no Mercado Ferreira Borges, no Porto, a exposição "Máscara Ibérica", uma iniciativa da Progestur. O programa envolveu já o lançamento de um livro sobre o mesmo tema, da autoria de Helder Ferreira e animação cultural em torno das regiões representadas no certame. Neste fim de semana de 21 e 22 de Outubro, o destaque vai para o Norte de Portugal, em especial as zonas de Vinhais e Lamego.
quinta-feira, outubro 12, 2006
Um documento para a História de Sobrado
Sobrado é a maior freguesia do concelho de Valongo. Atravessada pelo rio Ferreira, situa-se no extremo nordeste de Valongo, dele distando cerca de 5 km. Tem cerca de 5000 eleitores numa população que ronda 8000 mil habitantes.
A meio do caminho entre a cidade de Valongo e Paços de Ferreira, a freguesia de Sobrado tem conhecido uma senda de progresso.
Denominada Santo André de Sobrado, a freguesia pertenceu até cerca de 1836 - data da formação do concelho de Valongo - ao julgado de Aguiar de Sousa. Sabe-se que a freguesia era então atravessada por uma estrada que ligava o Porto a Guimarães. O milho, o trigo e o vinho constituíam as principais produções dos vários casais que repartiam a terra na freguesia.
De origem antiga, onde ainda hoje se encontram vestígios testemunhos da presença de romanos e mouros, os primeiros registos paroquiais desta freguesia remontam ao ano de 1558.
A festa das Bugiadas em Sobrado, com base numa das mais antigas lendas, é hoje um cartão de visita da freguesia. No dia escolhido para a sua realização - o dia de S. João - acorrem a Sobrado milhares de cidadãos que fazem desta tradição uma das mais peculiares e originais do País.
Uma parte significativa da população hoje ainda se dedica à agricultura. Contudo, a progressiva industrialização da freguesia, nomeadamente com a instalação e desenvolvimento de fábricas de mobiliário e outros, tem contribuído para que a freguesia conheça hoje um surto de desenvolvimento.
Foi este surto de desenvolvimento que possibilitou a integração no mercado de trabalho de centenas de trabalhadores, a maioria com residência na freguesia de Sobrado e no concelho de Valongo que haviam ficado sem o seu posto de trabalho devido ao encerramento de grandes unidades de produção.
O desenvolvimento e o progresso da freguesia aumentarão seguramente com a construção a curto prazo do IC24, que ligará por via rápida o litoral e o interior. Novas unidades industriais se preparam para se instalar na freguesia, que a tornarão mais rica e possibilitarão a criação de mais empregos.
Sobrado caminha a passos largos para um desenvolvimento económico e social, que se traduzirá na maior importância para o concelho e na afirmação de uma nova centralidade na Área Metropolitana do Porto.
Sobrado possui os seguintes equipamentos:
Na área administrativa:
— Sede da junta de freguesia;
— Posto da GNR;
— Posto dos CTT.
Na área de apoio à saúde:
— Uma unidade de saúde que funciona como extensão do Centro de Saúde de Valongo;
— Uma farmácia;
— Consultórios médicos;
Na área da educação e cultura:
— Escola EB 2.3;
— Cinco escolas do ensino básico;
— Uma piscina coberta;
— Creche, jardim de infância e centro de dia.
Na área associativa:
— Associação «A casa do bugio»;
— Casa do Povo de Sobrado;
— Rancho folclórico de Santo André de Sobrado;
— Rancho folclórico da Casa do Povo de Sobrado;
— Clube desportivo de Sobrado;
— União desportiva da Gandra;
— Clube desportivo de Vilar;
— Sociedade columbófila de Sobrado.
Na área de comércio e serviços:
— Uma agência bancária;
— Uma feira semanal;
— Diversos estabelecimentos comerciais, incluindo cafés e restaurantes.
Nestes termos, e nos da Lei n.º 11/82 de 2 de Junho, a freguesia de Sobrado, no município de Valongo, reúne todas as condições para ser elevada à categoria de vila.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentos aplicáveis, os Deputados abaixo assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, apresentam o seguinte projecto de lei:
Artigo único
É elevada à categoria de Vila a povoação de Sobrado, situada na área do município de Valongo.
Palácio de São Bento, de Dezembro de 1999.— Os Deputados do PS: Afonso Lobão — Artur Penedos — Barbosa Ribeiro — Eduarda Castro — Fernando Jesus — Luís Pedro Martins — Manuel dos Santos e mais duas assinaturas ilegíveis".
