sexta-feira, maio 18, 2007

Fotos de Armando Moreira (Marco) (2ª Parte)

Prosseguimos a divulgação de trabalhos do foto-repórter Armando Moreira (Marco) relativos à Festa de S. João de Sobrado:




domingo, maio 13, 2007

Fotos de Armando Moreira (Marco) (1ª Parte)






As movimentações da preparação da festa estão a acelerar, à medida que se aproxima o 24 de Junho e, também por isso, é tempo de reanimar este blogue (ainda que o tempo seja escasso).
Inicio aqui a publicação de uma série de fotos da autoria de Armando Moreira (Marco), que foi, durante muitos anos, repórter do Jornal de Notícias. Captou-as em 1981, quando preparava os trabalhos fotográficos para publicar no livro que nós os dois publicamos em 1983, intitlado "Bugios e Mourisqueiros!".
Esta é uma forma de preservar uma parte do seu espólio sobre a festa e de homenagear este repórter que, volta e meia, continua a aparecer em Sobrado, no dia de S. João - prova de que a festa lhe ficou na alma.
(Legenda das fotos, pela ordem em que surgem: Lançamento de foguetes, nas traseiras da igreja paroquial; mourisqueiros na procissão; cena alegórica de S. João, na procissão; ofertas votivas; aguadeiro).

terça-feira, abril 10, 2007

O Rei dos Bugios e Dois Homens



Fabelesel

Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos Bugios. Foram logo logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse: - Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino? Respondeu um dos companheiros: - Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa. O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu: - Toda vossa gente são bugios irracionais, forçado é que o rei também seja bugio. Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.

(Esopo, Fábulas, vertidas do grego por Manuel Mendes) e há dias trancrito por J. Pacheco Pereira, no Abrupto

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Actualizado o post "Já há Velho e Reimoeiro"

Foram introduzidos comentários no post de 15 de Janeiro, intitulado Já há Velho e Reimoeiro. Colocam dois pontos a debate:

- O modo como surgiu a Comissão de Festas deste ano (constituída por aqueles que completam 50 anos em 2007) não deveria continuar, com esta ou outra solução, a fim de evitar que a tarefa caia sempre nos ombros de meia dúzia?

- Porque não incentivar mais a participação das mulheres na organização da festa, elas que são, Bugias em número significativo? Isso não iria enriquecer a festa e a participação de todos?

terça-feira, fevereiro 20, 2007

A máscara e o riso

A máscara:
Ocultação. Transfiguração. Capacitação. Esconjuro. Representação.

O riso:
Escárnio. Ridicularização. Maledicência. Alegria. Comunicação.

domingo, fevereiro 18, 2007

Bugios em festas privadas

Numa casa de Sobrado que fornece serviços de casamentos assisti ontem a um acontecimento inesperado: no momento do repasto, após os aperitivos, em que se serviu o primeiro prato, um bugio - de facto, uma bugia - irrompeu na sala, à frente dos empregados que se aprestavam para servir as mesas e ao som da marcha de S. João. Disseram-me que se tratava de uma inovação que se experimentava pela primeira vez, como forma de distinguir aquela casa sobradense de outra qualquer noutra parte do país (de facto, noutras quintas análogas, surgem muitas vezes, moças trajadas à moda minhota ou, como também se diz, vestidas com traje à vianesa).
Neste caso, a bugia, devidamente trajada e mascarada, esboçou uma dança ao som da música e recolheu de imediato, não voltando a aparecer.
Isto fez-me lembrar um "jantar" de festa, há muitos anos, em que, no final, alguém colocou num gravador de som uma cassete com a música da Bugiada. Era ver quase todos os comensais a levantar-se e a dançar também ao som da música.
Aos leitores deste blogue, em especial aos sobradenses, pergunto: que lhes parece este tipo de iniciatiavs e manifestações? Conhecem ou participaram noutras iniciativas parecidas?

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Máscaras transmontanas vão ter museu

No Jornal de Notícias de 8 de Fev. 2007:
"As máscaras tradicionais transmontanas vão passar a ter nova visibilidade este ano, com a abertura do Museu da Máscara e do Traje em Bragança, cuja inauguração está prevista para o próximo dia 24. Para o efeito foi recuperado um edifício na cidadela, cujas obras custaram 197 mil euros. No local vai ser possível ficar a conhecer um pouco mais as tradições ligadas à máscara, nomeadamente as Festas dos Rapazes, em que os caretos têm um papel fundamental. No entanto, o espaço terá também um ponto de venda de artesanato, trajes e mascaras tradicionais. O espaço museológico vai servir para a promoção da máscara das regiões de Bragança e Zamora. Ainda em Bragança vai ser criada a Academia da Máscara para promover eventos relacionados com a temática. As máscaras daquela região transfronteiriça vão passar a circular nos pacotes do açúcar Delta, até ao final do mês".


O mesmo jornal acrescenta ainda notícia de um outro facto, ainda relacionado com as máscaras transmontanas:
"A população de Podence, em Macedo de Cavaleiros, vai poder ver o filme que, há mais de 30 anos, contribuiu para o renascimento da tradição dos caretos, que esteve em risco de se perder. A exibição será na véspera de Carnaval, no próximo dia 19, altura em que a aldeia se transforma num imenso palco de animação e alegria com os caretos à solta. Trata-se do filme "Máscaras", realizado em 1975 por Noémia Delgado, e que é considerado pelo presidente do Grupo de Caretos de Podence, António Carneiro, um marco histórico para a localidade.

À época restavam apenas três trajes dos caretos, em fracas condições, a tradição estava na iminência de desaparecer. "Esse filme contribuiu para despertar os jovens para a tradição dos caretos, a juventude viu, gostou e interessou-se", recordou António Carneiro.

Espicaçados pelo documentário, os jovens da localidade meteram as mãos na máscara e fundaram aquele grupo, que saiu pela primeira vez para fora de portas em 1985, para fazer uma exibição em Coimbra. Deste então nunca mais parou. Os caretos de Podence são actualmente conhecidos internacionalmente, e no vasto currículo contam exibições em várias localidades de Espanha, no Carnaval de Nice (em França) e no Carnaval italiano.

Em Podence a tradição de confeccionar os fatos, feitos de lã colorida, ressuscitou, actualmente até os mais novos os sabem confeccionar. O mais difícil é conseguir a matéria-prima, uma vez que as colchas a partir dos quais são feitos, não são fáceis de encontrar. "Vamos procurá-las onde as há, até em aldeias vizinhas" admitiu António Carneiro.(...)"

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Já há Velho e Reimoeiro



A Comissão da Festa de 2007 já procedeu à escolha do Velho da Bugiada e do Reimoeiro. São eles, respectivamente, Joaquim Brito e Vitorino Oliveira. O primeiro tem a particularidade de ser "repetente" na função, o que já não acontecia desde inícios dos anos 90. Um dos motivos de ter sido escolhido prende-se com o facto de ser um dos que completam 50 anos durante o ano de 2007. De facto, e como tivemos já ocasião de referir, a edição deste ano da festa de S. João de Sobrado é organizada por um conjunto de sobradenses que têm em comum o facto de terem nascido em 1957 e que, por conseguinte, fazem este ano 50 anos.
[Na foto: as barretinas do rei mouro (Reimoeiro) e do Velho da Bugiada, os chefes, respectivamente, dos Mourisqueiros e dos Bugios]

domingo, janeiro 07, 2007

O Velho e os Guias

Os bugios são exóticos. Usam uns fatos multicolores que imitam o cetim, constituído por calça, casaco e uma capa, tudo debruado e garrido, com guizos dependurados pelo corpo. Na cabeça, levam chapéus encimados de penachos de fitas coloridas e, nas mãos, castanholas e uma diversidade de objectos que podem ir de bonecas a instrumentos agrícolas, passando por sardões, buzinas e outros recursos que a inventiva individual estimula. Importante: homens, mulheres, crianças (já que de bugio pode ir quem quer e pode) todos vão mascarados. Organizam-se sempre em duas filas paralelas, cada qual com o seu Guia, todos capitaneados pelo Velho, o qual tem uma indumentária diferente, que lhe dá um ar patriarcal. Quando a hora é de dança, os saltos são impressionantes e a algazarra indescritível.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

O espaço da festa

Através do Google.maps é hoje possível obter imagens aéreas como há pouco tempo só privilegiados conseguiam ter. Como esta da zona do Passal e áreas circundantes, onde se passa grande parte da Festa de S. João de Sobrado :






[desta imagem se pode dizer, com bastante grau de certeza, que foi colhida numa terça-feira e aí pelo mês de Maio. Porquê? Porque vê-se bem que é dia de feira e os campos da agra acabam de ser lavrados e semeados, provavelmente de milho. Pode ainda concluir-se que foi obtida antes de Junho de 2005, visto que o polémico re-arranjo da rotunda ainda não tinha sido iniciado.]

terça-feira, dezembro 26, 2006

A Mourisca também em Trás-os-Montes

Do ponto de vista do estudo das festas tradicionais, não parece abusivo estabelecer um paralelo entre as festas solsticiais de Verão e as de Inverno. O dia de hoje - 26, de Santo Estêvão, o jovem que, segundo a lenda, foi o primeiro mártir do cristianismo - é um dia maior deste ciclo de Inverno, especialmente com as Festas de Rapazes, em Trás-os-Montes (Cf. uma lista aqui).
Uma das localidades em que tive já oportunidade de participar foi na Torre de Dona Chama e a sua Festa dos Caretos. É um caso interessante porque nela tem lugar, entre várias outras manifestações, o "Correr da Mourisca".
Esta tradição é assim descrita no site "Torre de Dona Chama":

"As «Mouriscas» e os «Caçadores», os reis «Mouros» e os «Cristãos», já estiveram presentes na missa de Santo Estevão. As «Mouriscas» usam por cima da roupa um lenço ou fita vermelhos traçados sobre o peito e na cabeça um lenço apertado em jeito de turbante.Ainda há poucos anos era um papel só reservado aos rapazes. Hoje também raparigas o desempenham. Os caçadores não usam roupa especial, mas sim uma caçadeira.Os reis têm roupagem própria: o «Mouro» manto vermelho, coroa e um pau ou espeto de ferro com uma laranja espetada na ponta; o «Cristão» um manto branco, coroa e pau espeto de ferro com uma maçã espetada na ponta. O objectivo das diversas acções é que a «Mourisca»arda; que mais uma vez os caçadores «Cristãos» vençam e que a tradição se mantenha e passe de geração em geração...Já ao anoitecer do dia 26 de Dezembro, os caçadores em grupos de dois ou três dão a volta ao povo e com um tiro junto de cada portal afugentam alguma «Mourisca» que tenha ficado escondida."

domingo, dezembro 17, 2006

A componente carnavalesca da Festa de S. João

São várias as manifestações presentes na Festa de S. João de Sobrado que podem ser inscritas nas tradições de cunho carnavalesco. É o caso das cenas de crítica social que aparecem desde manhã cedo e até ao fim das Danças de Entrada; é, ainda o caso de alguns pormenores relacionados com os trajes e os rituais (da Lavra, por exemplo), que ocorrem da parte da tarde do dia 24.
Isto não é específico de Sobrado. Como escreve João Ferreira Duarte, Professor da Universidade de Lisboa, que alude, neste contexto, expressamente às Bugiadas de Sobrado, num curto artigo intitulado "carnavalização", publicado no e-Dicionário de Termos Literários:

"Carnaval não se refere aqui apenas ao período antes da Quaresma e centrado no Mardi gras ou Fastnacht, que continua a ser celebrado nas sociedades contemporâneas, mas compreende determinadas festividades que, durante a Idade Média e o Renascimento, decorriam também noutros momentos do ano associados a comemorações sagradas, como o Corpus Christi, e chegavam a totalizar cerca de três meses. As suas origens remontam certamente aos cultos dos mortos e rituais propiciatórios e celebratórios de comunidades agrícolas primitivas que ocorriam durante o tempo das sementeiras e das colheitas, a figuras há muito estudadas pelos antropólogos, como o bode expiatório e o rei sacrificial, e em particular às festas em honra do deus Saturno, que na Roma antiga tinham lugar em Dezembro e eram conhecidas como as Saturnalia. À semelhança do "mundo às avessas" do Carnaval, no tempo em que duravam as Saturnalia vivia-se quotidianamente a inversão da ordem social normal: os escravos tomavam o lugar dos senhores e entregavam-se a toda a espécie de prazeres habitualmente proibidos, numa imitação simbólica do reinado de Saturno, a Idade de Ouro da felicidade e abundância reproduzida na utopia medieval e renascentista do País de Cocanha ou Schlaraffenland."
O autor refere três aspectos do universo do Carnaval dignos de nota:

1) A representação carnavalesca do corpo, a que Bakhtine chama realismo grotesco, é centrada nas imagens deformadas e exageradas do "baixo corporal": a boca, a barriga, os órgãos genitais. (...) 2) O uso da máscara simboliza uma das características mais marcantes do Carnaval: a confusão e dissolução das identidades pessoais e sociais, o triunfo da alteridade durante aquele tempo convencionalmente reservado à transgressão. 3) A relativização da verdade e do poder dominantes constitui um dos sentidos profundos do riso carnavalesco nas suas multímodas manifestações; ao ridicularizar tudo o que se arroga de uma condição imutável, transcendente, definitiva, o Carnaval celebra a mudança e a renovação do mundo."
Qualquer destes aspectos se apresenta como especialmente pertinente em Sobrado.

sábado, dezembro 09, 2006

Ramificações e rastos da nossa tradição


No seu artigo "Moros y cristianos y Los comanches.Dos muestras del teatro hispano en el sudoeste de los Estados Unidos", afirma a autora, Marisa García-Verdugo (Purdue University, Calumet, EUA):
" (...) Las fiestas de Moros y Cristianos en la Península Ibérica, se dividen en tres grupos según las características de las representaciones. Las fiestas del Levante por ejemplo, son fastuosas y multitudinarias. Hay un gran despliegue de color y movimiento. Los bandos hacen embajadas y presentaciones de colectivos específicos, las llamadas filas. El objetivo es reconquistar el castillo. En Andalucía son más modestas, menos ruidosas. Los moros roban la imagen del patrón del pueblo y los cristianos deben rescatarla. Los dos bandos se provocan mutuamente y arengan a sus seguidores. Finalmente los moros se rinden y se convierten. En Aragón los parlamentos entre moros y cristianos son parte de una fiesta que incluye otros elementos folclóricos. La imagen del moro es diferente y presenta matices históricos que incluyen al morisco como parte de la sociedad del Alto Aragón. Según M. Soledad Carrasco Urgoiti, "en Levante y en
Andalucía el moro es ante todo el invasor. En cambio, en el Alto Aragón aunque el motivo histórico sea secundario, parece sobrevivir el recuerdo del morisco subyugado, cuya presencia se sentía como posible causa de perturbación y motivo de constante recelo.(...)"


Por sua vez, em "Algunas observaciones sobre los textos de «Moros y Cristianos» en México y Centroamérica", escreve-se o seguinte:

Las actuales danzas de «Moros y Cristianos» son bailes dramatizados que se representan por los campesinos mestizos en los días del Santo Patrón, u otras fiestas sagradas o profanas. Dos grupos de danzantes (de seis a veinticuatro), jerárquicamente ordenados, realizan una acción dramática, cuya característica es el esquema fijo de tres partes: desafíos (o embajadas) —gran batalla (en que la parte pagana es vencida)— desenlace, el cual comprende el bautismo o la muerte de los vencidos, y a veces, el destino de su «leader», el rey moro4. Variantes del esquema pueden ser: una emboscada (trazada por los moros) o el cautiverio de algunos cristianos que más tarde serán liberados. También pueden ocurrir el combate por un castillo y el robo de una santa imagen. Las alusiones históricas en las danzas están diluidas y pueden referirse sólo a los nombres de los protagonistas. Los paganos son «moros» «turcos» o «africanos»; los cristianos: «castellanos» o «romanos».(..."


Na recensão do livro "Moros y Cristianos : representaciones del otro en las fiestas del Mediterráneo occidental", org. Marlène Albert-Llorca e José Antonio González Alcantud,)Granada, 2003), escreve Bernard Juillerat, na revista l'Homme (nº 170, 2004):

"(...)Les combats entre maures et chrétiens apparaissent au XVe siècle dans les fêtes de cour pour se populariser dès le XVIIIe siècle, alors que le XXe voit de nombreuses fêtes renaître de l’oubli. Simultanément, sous le double effet de l’héritage d’une tradition lettrée et, surtout, du travail des érudits locaux, les textes furent remaniés et fixés par écrit ; aujourd’hui la plupart sont disponibles, voire publiés. La dualité est évidemment centrale dans ce thème scénique où les batailles sont précédées d’embajadas, c’est-à-dire d’échanges diplomatiques, bien que les pièces ne réactualisent pas, à quelques exceptions près, un événement historique particulier. Les maures sont plutôt l’incarnation d’une altérité assimilée aussi bien aux Indiens dans les versions d’Amérique latine qu’aux Français de la conquête napoléonienne en Espagne, ou même aux républicains de la guerre civile. L’opposition sous-jacente est celle du Bien et du Mal, et la référence absolue reste le catholicisme auquel les moros de la scène populaire, d’abord triomphants puis vaincus, finissent par se convertir sous les auspices du saint patron ou de la Vierge locale. Quoique l’ambivalence de la figure du maure trouve son origine dans le second romancero, les représentations de Moros y Cristianos relèvent davantage du «bricolage culturel» que d’une tradition ancienne fidèlement transmise.(...)"

(neste ponto, foi corrigida a autoria da recensão que se encontrava erradamente atribuída)

Finalmente, no artigo "Charlemagne Roi du Congo - Notes sur la Présence Caroligienne dans la Culture Populaire Brésilienne", anota a autora, Marlyse Meyer:


"(...) Le jeu "Chrétiens-Maures" dont j'ai esquissé un modèle brésilien s’étend à toute l'Amérique ibérique : "Il n'y a pas de divertissement populaire qui témoigne le mieux de l'unité fondamentale de la culture hispanique que les fêtes de Moros y Cristianos, car on les retrouve, avec beaucoup d'éléments communs, autant au Portugal qu'au Mexique, qu’en Andalousie, qu'en Galice, qu'au Brésil, ou au Pérou" (Ricard 1958 : 875). R. Ricard (ibid.) distingue deux types de jeux : "le type 'croisade' ou 'reconquête', qui est la lutte autour d'un château-fort dressé au milieu d'une place et finira par être pris d'assaut. Et le type 'Maures sur le rivage', où le château ne figure pas : les Chrétiens s'unissent pour repousser un débarquement, évocation des attaques barbaresques sur les côtes espagnoles". Les antécédents historiques du jeu sont nombreux. R. Ricard rappelle les croisades, la conquête et l'occupation de la péninsule Ibérique par les Maures, les razzia barbaresques. Ajoutons la bataille de Lépante, évoquée par Teofilo Braga (1886) et Mario de Andrade (1959) (...)".

[Crédito da gravura: um dos "Die Moriskentänzer", de Erasmus Grasser)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Danças mouriscas

As danças mouriscas e de espadas existem em várias partes do mundo, desde a Europa à Nova Zelândia, passando pelos Estados Unidos.
Eis algumas dessas manifestações, através de vídeos disponibilizados pelo YouTube [clicar no centro de cada imagem para ver o vídeo da dança]:





Sarrabulhada

A Comissão da Festa de S. João de Sobrado de 2007 organiza amanhã, sábado, ao fim do dia, uma sarrabulhada. A iniciativa tem lugar na Casa do Bugio e destina-se ao convívio entre sobradenses e a angariar fundos para a festa.