O orçamento da festa de S. João de Sobrado deste ano ronda os cem mil euros, revela ao jornal local "Alô Sobrado" de Maio o juiz da festa deste ano, José Domingos.
Essa verba é consumida maioritariamente em realizações que não têm directamente a ver com as danças e lutas entre Bugios e Mourisqueiros ou nas entrajadas e rituais, mas nos asseios e decorações, fogo de artifício e, sobretudo, com os espectáculos musicais das noites anteriores (este ano virão os Diapasão, Quim Barreiros e Delfins).
Como forma de angariação de verbas, a comissão deste ano, composta por perto de meia centena de sobradenes, organizou as já habituais sarrabulhadas, corrida de galgos, lotaria e peditório pela porta dos habitantes locais (a decorrer amanhã, dia 7). Mas introduziu a novidade da "cagadela da vaca" (o antigo campo de futebol foi dividido em quadrados numerados e sorteados; uma vaca foi largada naquele espaço e ao titular do quadrado em que o animal despejou a bosta saiu a própria vaca; só que o sortudo não apareceu para reivindicar o bicho). No próximo dia 15, que é a data do último ensaio e, consequentemente, dia dos tremoços, haverá uma outra novidade para angariação de fundos: a caça ao porco.
sábado, junho 07, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
De que países vêm os visitantes deste blogue?
Um software instalado no "Bugios e Mourisqueiros" permite contabilizar por países os cerca de 8.000 visitantes deste blogue, no tempo que ele leva de existência (de facto, o blogue começou nos finais de 2004, mas o contador de visitas só foi instalado nas vésperas da festa de 2005).
Como seria de esperar quase nove em cada dez moram em Portugal. A grande distância vêm dois países de fortes comunidades portuguesas, como é o caso do Brasil e da França (neste contexto, pode causar estranheza a pouca representatividade do Luxemburgo, atendendo ao número de sobradenses que lá trabalha).
A gravura seguinte recorta os primeiros 12, mas a lista é comprida e inclui países como a Austrália, o México, a Índia, a Hungria, etc.:
Como seria de esperar quase nove em cada dez moram em Portugal. A grande distância vêm dois países de fortes comunidades portuguesas, como é o caso do Brasil e da França (neste contexto, pode causar estranheza a pouca representatividade do Luxemburgo, atendendo ao número de sobradenses que lá trabalha).
A gravura seguinte recorta os primeiros 12, mas a lista é comprida e inclui países como a Austrália, o México, a Índia, a Hungria, etc.:
quarta-feira, junho 04, 2008
Danças mouriscas no Norte de Portugal: tese de doutoramento de Bárbara Alge
Uma tese de doutoramento sobre a Festa de S. João de Sobrado e mais duas festas tradicionais do Norte de Portugal foi defendida em 31 de Janeiro deste ano por Barbara Alge na Universidade de Viena, Áustria.Intitulada "O Mouro na Imaginação de Comunidades Rurais do Norte de Portugal - Um Estudo de Danças Dramáticas em Contextos Religiosos", a dissertação, de perto de 500 páginas (acompanhada de dezenas de fotos e de um DVD) encontra-se escrita em alemão e vai ser em breve publicada. Uma cópia para a Associação da Casa do Bugio foi já prometida pela autora.
Fica aqui o resumo da tese de Bárbara Alge:
Baseada em pesquisas de campo levadas a cabo pela autora entre 2004 e 2007, esta dissertação, escrita ema alemão, estuda performances de cristãos e mouros em festas religiosas no Norte de Portugal: a festa do São João Baptista chamada “Bugiada” em Sobrado a 24 de Junho de 2005, a Festa dos Caretos, em Torre de Dona Chama, a 26 de Dezembro de 2005 e o Auto da Floripes, em Neves, a 5 de Agosto de 2006.
Apesar de se distinguir no que respeita à forma, – porque se trata duma dança, dum drama de luta e dum teatro popular –, estas performances podem ser atribuídas ao género performativo da “mourisca”. A autora usa o termo “dança dramática” para todas as formas estudadas.
A “mourisca” é uma dança dramática, por vezes ritual, muitas vezes processional, de carácter exótico, e em parte com elementos guerreiros. Também pode ser uma representação teatral duma luta entre cristãos e mouros. Nas suas diferentes formas, as mouriscas são encontradas na Europa e noutros continentes devido a processos de colonização. Em Portugal, a mourisca, na sua variante duma batalha entre cristãos e mouros, é hoje encontrada sobretudo no Norte do país. A dissertação concentra-se nesta variante.
Diferentes autores deduzem a mourisca duma dança dos mouros. Uma análise da literatura sobre este fenómeno cultural demonstra que danças dramáticas com alguma relação com os mouros são associadas ao termo “mourisca”.
No entanto, o termo “mouro”, em Portugal, não designa apenas os mouros históricos da Península Ibérica, mas é um termo complexo, cujas significações são explicadas nesta tese.
A dissertação parte da hipótese que o “mouro” como lembrança duma figura da história de Portugal (o mouro histórico), assim como mito (“o tempo dos mouros”) e como figura projectiva (imaginário local, lendas) ainda se encontra no imaginário de comunidades rurais no Norte de Portugal, e que este facto também se manifesta nas danças dramáticas de mourisca.
A introdução da tese de doutoramento apresenta a história dos mouros na Península Ibérica e a política cultural em Portugal e explica o processo de composição desta obra.
A parte principal da tese divide-se numa parte etnográfica em que os resultados do trabalho de campo são apresentados, numa parte com uma análise crítica da literatura, e numa parte em que os termos “mouro” e “mourisca” são analisados com base na primeira e segunda parte.
As conclusões são deduzidas duma análise da parte principal e discutem-se as seguintes questões: 1) Porque é que a mourisca é associada ao mouro?, 2) O mouro pode ser utilizado como unidade significante numa comparação de mouriscas?, e 3) Porque é que o imaginário do mouro e performances de mourisca se encontram no Norte de Portugal actualmente?
No contexto da questão 2 é demonstrado que o mouro das variantes de mourisca estudadas apresenta características formais e semânticas apesar de diferentes contextos de realização. Estas características correspondem em parte a observações feitas por outros autores em Espanha e no México. A questão 3 discute o Como e o Porquê da transmissão dos fenómenos culturais estudados. Pontos importantes são a liderança com o passado histórico e a criação da identidade nacional e local.
Os anexos contêm um glossário de palavras portuguesas, transcrições musicais e coreográficas, o texto do Auto da Floripes, correspondência pessoal com informantes, a agenda das pesquisas de campo da autora, uma bibliografia com obras referidas e consultadas, uma lista das ilustrações e a descrição do DVD de acompanhamento.
O manuscrito da dissertação contem 490 páginas (1,5 espaço entre linhas), 48 fotografias e outras ilustrações, assim como um DVD de acompanhamento ilustrando as performances.
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terça-feira, junho 03, 2008
O Velho André da Munha e seu filho Fernando
Depois de dois dias a contar histórias do grande Velho da Bugiada que foi André da Munha, nos anos 50 e 60, e de seu filho Fernando que foi vários anos de Reimoeiro e que, nesse posto, chegou a aprisionar o próprio pai, eis que, através da família dos dois, nos é possível publicar aqui uma foto dos inícios dos anos 60. Para se ver bem de quem se trata, o Velho da Bugiada tirou a máscara, segurando-a na mão.

(Obrigado à família dos Munhas pelo empréstimo e à Fábia Pinto pela digitalização. E, já agora, um apelo aos sobradenses para que emprestem outras fotos antigas que tenham lá por casa; sem elas é impossível recuperar a memória desta Festa).

(Obrigado à família dos Munhas pelo empréstimo e à Fábia Pinto pela digitalização. E, já agora, um apelo aos sobradenses para que emprestem outras fotos antigas que tenham lá por casa; sem elas é impossível recuperar a memória desta Festa).
segunda-feira, junho 02, 2008
Memórias do tempo de André da Munha (2)
Conta este que, ainda criança, vivia com emoção a participação de seu pai como a principal figura da Bugiada. E no dia de S. João lá ia ele para a festa, pela mão da mãe ou de outro familiar.
Acontecia, porém, que, ao ver o seu pai a ser apanhado e levado prisioneiro pelo Reimoeiro, e a despedir-se de pequenos bugios com gestos de desolação, ele próprio começava a chorar com pena por aquilo que via. E regressava da festa triste por não ter visto o pai vitorioso (quando, na realidade, ele até acabava por ser libertado, mas já fora do alcance da vista, em lugar de alguma confusão, a que muitos pais não levavam os mais pequenos).
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domingo, junho 01, 2008
Memórias do tempo de André da Munha (1)
Do que muitos não se lembram é que ele foi, por mais de uma vez, feito prisioneiro pelo próprio filho, Fernando da Munha que foi vários anos o Reimoeiro.
O mais interessante destes episódios é que a primeira vez que Fernando prendeu o pai André, nem sequer era Reimoeiro.
Como foi isso possível, perguntará o leitor?
Ora isto traz à baila um episódio trágico que ocorreu na festa de S. João, nos inícios dos anos 60. Havia, na altura, o costume de ligar os dois castelos por um arame, no qual se fazia circular umas roscas de fogo de artifício. De resto, em cada um dos castelos instalava-se igualmente uma roldana de fogo que era activada em dado momento dos combates, para dar mais dramatismo ao momento. Aconteceu que, nesse tal ano, alguém terá cortado o arame, por motivos que não consegui apurar, e o dispositivo de fogo preso foi incendiar a pólvora no castelo dos mouros. Gerou-se o pandemónio no local, com os mouriscos a saltar de cima do castelo, e pelo menos O Reimoeiro ficou queimado, tendo sido levado para o hospital.
Apercebendo-se do que se passava (e sabendo que o filho estava no meio da confusão), o Velho interrompeu a cerimónia e, encontrando o filho, perguntou-lhe se ele se sentia em condições de assumir, ali mesmo, o lugar de rei, dando seguimento à função. E foi assim que o filho, simples mourisqueiro, se viu na inesperada contingência de ter de atacar o castelo bugio e aí aprisionar o Velho, seu pai. Mas tarde, já depois de vir da tropa, tendo ido por mais duas ou três vezes de Reimoeiro e mantendo-se André da Munha à frente dos Bugios, Fernando voltaria a praticar o mesmo feito. Mas o Velho, como manda a tradição, conseguiu sempre libertar-se.
(Se viveu ou conhece outras histórias da festa - e não há quem as não tenha - escreva na zona de comentários ou envie por e-mail para casadobugio@gmail.com).
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segunda-feira, maio 19, 2008
"Pareces um Bugio"
Tens fome?
Come um 'home'.
-Tens sede?
Bebe uma parede.
- Tens frio?
Mete o cu no rio
co'a cabeça pró ar
pareces um Bugio!
Dito antigo, escutado em Sobrado
Come um 'home'.
-Tens sede?
Bebe uma parede.
- Tens frio?
Mete o cu no rio
co'a cabeça pró ar
pareces um Bugio!
Dito antigo, escutado em Sobrado
segunda-feira, abril 28, 2008
Demetrio Brisset em Sobrado
O professor Demetrio E. Brisset, da Universidade de Málaga, Espanha, que é um reconhecido especialista de Antropologia Visual, esteve há dias em Sobrado, no âmbito de uma estadia de trabalho que fez ao Curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, em Braga. Já aqui citamos este investigador das festas populares, nomeadamente pelos seus estudos sobre festas de mouros e cristãos na Espanha e na América Latina (cf, nomeadamente, Fiestas hispanas de moros y cristianos - Historia y significados ou Clasificación de los «moros y cristianos») .
Nesta passagem por Sobrado, e dado o tempo disponível ser escasso, Brisset limitou-se a ver alguns trajes da festa de S. João, passar pelo espaço da festa, nomeadamente no Passal e jantar num restaurante que, não estando situado em Sobrado, é gerido por sobradenses e apresenta motivos decorativos alusivos à Bugiada. Mas sobre este último aspecto faremos um outro post.
Para já ficou no ar a possibilidade de Demetrio Brisset voltar a Sobrado, não na festa deste ano, mas provavelmente na de 2009.
Nesta passagem por Sobrado, e dado o tempo disponível ser escasso, Brisset limitou-se a ver alguns trajes da festa de S. João, passar pelo espaço da festa, nomeadamente no Passal e jantar num restaurante que, não estando situado em Sobrado, é gerido por sobradenses e apresenta motivos decorativos alusivos à Bugiada. Mas sobre este último aspecto faremos um outro post.
Para já ficou no ar a possibilidade de Demetrio Brisset voltar a Sobrado, não na festa deste ano, mas provavelmente na de 2009.
quarta-feira, abril 16, 2008
1.ª Caminhada Casa do Bugio
Vai realizar-se em 18 Maio próximo, um domingo, a "1.ª Caminhada Casa do Bugio pelos Caminhos de Sobrado". Trata-se de uma iniciativa da Associação da Casa do Bugio, com a colaboração do Sobrado BTT Clube.A actividade é aberta à participação de todos, sem limite de idade, havendo na oferta dois percursos - um de 5 Km e um de 10Km, a cumprir em ritmo moderado. As inscrições devem ser feitas até ao dia 15 anterior à realização, mediante a entrega de uma nota das de mais baixo valor (ou duas para quem quiser participar na churrascada com que termina a caminhada).
domingo, abril 06, 2008
Em primeira mão
Escultura alusiva ao S. João no centro de Sobrado
Vai ser inaugurada na altura da festa de S. João deste ano uma escultura de grandes dimensões alusiva à festa dos Bugios e Mourisqueiros, segundo apurou este blog.
A iniciativa é da Junta de Freguesia de Sobrado e a obra de arte, que está a ser preparada sob a concepção e orientação de um escultor que trabalha na Câmara Municial de Valongo, ficará instalada no centro da rotunda ao cimo do Passal.
A escultura é alusiva a um dos momentos mais altos da Festa de S. João: a Prisão do Velho. E figura o momento em que o Velho da Bugiada, preso às mãos do Reimoeiro, se despede de crianças bugias, no castelo cristão.
A iniciativa é da Junta de Freguesia de Sobrado e a obra de arte, que está a ser preparada sob a concepção e orientação de um escultor que trabalha na Câmara Municial de Valongo, ficará instalada no centro da rotunda ao cimo do Passal.
A escultura é alusiva a um dos momentos mais altos da Festa de S. João: a Prisão do Velho. E figura o momento em que o Velho da Bugiada, preso às mãos do Reimoeiro, se despede de crianças bugias, no castelo cristão.
quarta-feira, abril 02, 2008
Um desafio aos leitores
Quem sabe algo sobre Fernando Caínha?
Pedro Vale, leitor deste blog acaba de colocar um comentário que não merece ficar meio perdido, no sítio onde foi deixado. Por isso o trago para a página principal. É um desafio a todos nós para que recordemos alguns dos "intervenientes que, de uma forma ou outra melhor representaram o espírito da nossa querida festa".
Acrescenta o autor da sugestão:
"Não falo apenas dos reis, mas de todos os outros, advogados, mulheres do cego e todos os restantes".
Dizendo-se "cansado de ouvir que fulano ou sicrano é que era bom", alerta: "Ninguém, daqui a 20 anos, se vai lembrar deles. Nós temos o dever de proteger e dar a conhecer aos próximos aqueles que fizeram do S. João aquilo que ele é. A história do S. João não é só uma princesa e um rei mouro, são também os seus intervenientes".
E para que a sugestão não fique pela mera declaração de intenções apela a todos nós, propõe "dedicarmos [no âmbito deste blog] um mês a determinada figura". "Nesse mês, as pessoas enviariam informações, curiosidades". E aproveita para lançar um primeiro nome: Fernando Caínha.
Claro que uma proposta destas só terá viabilidade com a participação séria de leitores interessados na festa. O blog fica à disposição para a publicação de histórias, lembranças, fotografias, outros documentos. Neste caso, quem agarra na proposta de falar de Fernando Caínha? Quem quer começar por contar quem foi, em que período foi mais interveniente, memórias interessantes que dele se podem recordar, etc? Quem tem uma foto para digitalizar e publicar aqui?
Acrescenta o autor da sugestão:
"Não falo apenas dos reis, mas de todos os outros, advogados, mulheres do cego e todos os restantes".
Dizendo-se "cansado de ouvir que fulano ou sicrano é que era bom", alerta: "Ninguém, daqui a 20 anos, se vai lembrar deles. Nós temos o dever de proteger e dar a conhecer aos próximos aqueles que fizeram do S. João aquilo que ele é. A história do S. João não é só uma princesa e um rei mouro, são também os seus intervenientes".
E para que a sugestão não fique pela mera declaração de intenções apela a todos nós, propõe "dedicarmos [no âmbito deste blog] um mês a determinada figura". "Nesse mês, as pessoas enviariam informações, curiosidades". E aproveita para lançar um primeiro nome: Fernando Caínha.
Claro que uma proposta destas só terá viabilidade com a participação séria de leitores interessados na festa. O blog fica à disposição para a publicação de histórias, lembranças, fotografias, outros documentos. Neste caso, quem agarra na proposta de falar de Fernando Caínha? Quem quer começar por contar quem foi, em que período foi mais interveniente, memórias interessantes que dele se podem recordar, etc? Quem tem uma foto para digitalizar e publicar aqui?
Sobre a designação do Reimoeiro
Vai uma conversa interessante no post abaixo, intitulado "Os reis de 2008". Vale a pena dar lá um salto. E, se for o caso, acrescentar outros comentários.
sábado, março 29, 2008
Inquérito sobre património imaterial do país
"O Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) vai fazer um inquérito a várias entidades do país sobre o património imaterial, uma nova área que passou a estar na competência deste organismo do Ministério da Cultura", segundo notícia do Público de hoje.
O mesmo diário adianta:
"Esta é uma das iniciativas constantes no plano de actividades do IMC para 2008, anunciado por Clara Camacho, subdirectora do instituto, durante o Encontro dos Museus da RPM (Rede Portuguesa de Museus), que decorreu ontem no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, com a presença de meia centena de responsáveis do sector. A responsável indicou que este ano o instituto vai levar a efeito um inquérito nesta área - que abarca práticas, representações, expressões, artefactos e espaços culturais - para recolher informação junto de universidades, museus e associações de defesa do património".
O mesmo diário adianta:
"Esta é uma das iniciativas constantes no plano de actividades do IMC para 2008, anunciado por Clara Camacho, subdirectora do instituto, durante o Encontro dos Museus da RPM (Rede Portuguesa de Museus), que decorreu ontem no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, com a presença de meia centena de responsáveis do sector. A responsável indicou que este ano o instituto vai levar a efeito um inquérito nesta área - que abarca práticas, representações, expressões, artefactos e espaços culturais - para recolher informação junto de universidades, museus e associações de defesa do património".
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Máscaras transmontanas no Museu Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, tem aberta a exposição "Rituais de Inverno com Máscaras", a mesma que, há pouco mais de um ano assinalou a a reabertura do Museu do Abade de Baçal, em Bragança. Máscaras há-as ali de madeira, zinco, vime, palha, cortiça ou mesmo borracha e conseguem a proeza de abarcar as expressões mais diversas, desde o simples ridículo ao grotesco.
O certame pode ser visitado até 20 de Abril, às terças das 14h às 18h, e de quarta a domingo, das 10h00 às 18h00.
O Público traz, na edição de hoje, um trabalho do jornalista Sérgio C. Andrade sobre esta iniciativa. É dele este trecho:
"A máscara esconde a identidade de quem a usa, e representa alguém ausente, um espírito", explica Paulo Costa, do IMC, na visita guiada de abertura da exposição. Cria, por isso, um mundo de liberdade de expressão, de libertação de energia aos caretos e aos "chocalheiros" que a usam. Vestem fatos normalmente confeccionados com retalhos e desperdícios de vestuário, franjados de cores vivas, verde, vermelho, preto, amarelo... Numa descrição dos caretos e chocalheiros que usam estas vestimentas nos três dias de Carnaval, Benjamim Pereira diz que eles se apresentam "aos olhos das gentes das aldeias em que sobrevivem como uma verdadeira entidade mágica, sombria e inquietante, temida mas necessária".
Disfarces
"En las carnavaladas modernas algunos se disfrazan de aquello que habrían querido ser y no han sido. Otros se apropian de personajes o símbolos para ridiculizarlos. Otros, finalmente, buscan la ocultación para conseguir impunidad y anonimato a su conducta desinhibida, abusiva, grotesca o delictiva. Sin embargo, estos desahogos puntuales tienen menos repercusión en nuestra personalidad que los disfraces que nos fabricamos para vivir, habitualmente subconscientes".
Jairo del Água, in Eclesalia, 4.2.'08
Jairo del Água, in Eclesalia, 4.2.'08
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