
Jipes e motas vão correr para o convívio e para o S. João. É já no próximo sábado e as inscrições terminam nesta quinta-feira. Em Sobrado, um dia inteiro.
Sobrado precisa de dar outra projecção à sua festa maior. E dada a relevância da tradição e o seu significado nos planos local, regional, nacional e mesmo internacional, é tempo de pensar de forma ambiciosa no futuro. Como diz a canção, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer" e o início de um novo ano é tempo propício a fazer planos, renovar propósitos, preparar o futuro.
Mas também é certo que Sobrado precisa de reunir outras forças e energias, para atingir objectivos de preservação e projecção da festa de S. João." (...) Na Europa encontramos tradições de máscaras e mascarados em todos os países e com diversas designações. Na PenínsulaIbérica, surgem-nos como objectos rituais (ligadas a magias e superstições),como objectos usados nas representações dramáticas (designadamente no teatro) e ainda nas manifestações profanas de bailes e folguedos carnavalescos. As máscaras portuguesas nada têm a ver com influências da nossa presença em Africa ou no Extremo Oriente por serem, em muitos séculos, anteriores à expansão colonial. Em alguns lugares sobreviveram, até aos nossos dias, como elementos essenciais da festa. É o caso da região transmontana, onde surgem na Festa dos Rapazes (simulando figuras grotescas e, muitas vezes, animais), na Festa de Santo Estevão, no Natal, Ano Novo e Reis.
Começavam a despontar em Janeiro e mantinham-se até à Quarta-Feira de Cinzas, sobretudo como figurões da Morte e do Diabo. E até se usavam nas festas dos Santos Populares (pelo S. João, na famosa e fantástica Bugiada de Sobrado, em Valongo, os bugios aparecem mascarados sob os mais exuberantes disfarces). Num documento de 1788, há notícias de festas realizadas em Junho, na vila de Serpa, dedicadas a Santo António e S. João, mencionando farsas com mascarados e touradas em que os toureiros se mascaravam.(...)"
(Crédito da foto: Joana Bourgard/JN)
Foram ontem aprovadas várias normas que passarão a presidir à escolha da sempre disputada função de Velho da Bugiada. Ao contrário do que se tem passado com a escolha do Reimoeiro, com o Velho sentia-se necessidade de definir as coisas, para que seja cada vez mais dignificado esse importante posto na Festa de S. João.1. Os candidatos a Velho da Bugiada devem ter pelo menos 40 anos e ser sócios da Casa do Bugio, tendo prioridade quem, além da condição de associado, tiver trabalhado em prol do desenvolvimento das iniciativas da Associação e da própria Festa.Outras matérias relacionadas com o bom decurso das danças foram igualmente ventiladas na reunião, podendo vir a ser oportunamente objecto de decisão.
2.Um candidato que já tenha ido uma vez de Velho não pode voltar a ocupar esse posto, devendo, por conseguinte, dar o lugar a quem ainda não foi. Do mesmo modo, quem já foi de Reimoeiro não pode ir de Velho, visto que já chegou ao topo numa das formações.
3. A fim de assegurar a preservação do sentido profundo da tradição da Festa de S. João, os candidatos a Velho deverão ser naturais de Sobrado ou terem feito na freguesia a sua vida desde novos.
4. Será definido um regimento próprio que estabelecerá as voltas das danças dos Bugios, para que não voltem a ocorrer critérios do foro da vontade de cada Velho.
5. Serão também definidas normas acerca da ordem com que os Bugios alinham na sua formação, a fim de evitar as cenas menos próprias que têm ocorrido nos últimos anos, decorrentes de irem Bugios alta madrugada para a porta da residência do Velho.


Índice da obra
Nota de Abertura Editorial 006
Prefácio de José Manuel Durão Barroso Prefacio de José Manuel Durão Barroso 008
Introdução Introducción 012
Domingo de Sidros e Comedies Domingo de Sidros y Comedies | Valdesoto 016
Aguinaldo e Guirria Aguinaldo y Guirria | San Juan de Beleño 026
Os Reises Los Reises | Tormaleo 032
Os Reises Los Reises | Valledor 042
Os Aguinaldeiros Los Aguinaldeiros | Allande 050
Aguinaldo, de Xedré | Cangas del Narcea 056
Ávila
Os Zarramaches Los Zarramaches | Casavieja 066
Os Cucurrumachos Los Cucurrumachos | Navalosa 070
Burgos
O Colacho El Colacho | Castrillo de Murcia 078
León
Introdução Introducción 088
O Apostolado El Apostolado | Laguna de Negrillos 090
Corpus Christi | Pobladura de Pelayo García 096
O Entrudo El Antruejo | Alija Del Infantado 100
Os Touros Los Toros | Sardonedo 105
O Entrudo El Antruejo | Velilla de la Reina 108
O Entrudo El Antruejo | Llamas de la Ribera 116
A Zafarronada La Zafarronada | Riello 124
Zamora
Introdução Introducción 130
O Zangarrón El Zangarrón | Montamarta 134
O Tafarrón El Tafarrón | Pozuelo de Tábara 138
O Zangarrón El Zangarrón | Sanzoles 141
As Obisparras Alistanas Las Obisparras Alistanas 144
A Filandorra La Filandorra| Ferreras de Arriba 146
Os Carochos Los Carochos | Riofrío de Aliste 148
Os Chocalhones Los Cencerrones | Abejera 152
Os Diabos Los Diablos | Sarracín 154
A Obisparra La Obisparra | Pobladura de Aliste 158
El Pajarico y el Caballico | Villarino Tras la Sierra 162
A Vaca Baiona La Vaca Bayona | Almeida de Sayago 165
A Vaca Baiona La Vaca Bayona | Carbellino de Sayago 168
A Vaca Antrueja La Vaca Antrueja | Pereruela de Sayago 171
A Talanqueira La Talanqueira | San Martín de Castañeda 174
A Vaquilla La Vaquilla | Palacios del Pan 177
Os Carnavais Los Carnavales| Villanueva de Valrojo 180
Introdução Introducción 185 _ Jarramplas | Piornal 186
As Carantoñas Las Carantoñas | Acehúche 196
S. João de Sobrado | Valongo 204
Os Caretos da Lagoa Los Caretos de Lagoa | Mira 226
Bibliografias 238
Notas e agradecimentos Notas y agradecimientos 240




