domingo, junho 13, 2010

Video, som, texto e fotos

Aqui ao lado, na barra lateral do blog, estão agora disponíveis, de forma mais organizada, alguns materiais que apresentam esta festa, para quem aqui chega e, não conhecendo o que é esta tradição sobradense, que ter uma visão de conjunto.
Aqui se pode encontrar:
  • - um vídeo de Carlos Brandão Lucas, há anos emitido pela RTP
  • - o programa de Manuel Vilas-Boas, emitido em 2009 pela TSF
  • - uma foto-reportagem de Paulo Pimenta, vinda a lume no site do Público
  • - um texto sobre a tradição, do autor deste blog.

sábado, junho 12, 2010

Já está em marcha a Comissão para a Festa de 2011

Ainda falta percorrer algum caminho até à festa deste ano, mas já está em fase de preparação uma Comissão de Festas para 2011, a qual deverá ter Jorge Vieira como juiz.
O garante de que a Festa se realiza é, estatutariamente a Associação da Casa do Bugio; mas, havendo quem queira assumir este encargo, habitualmente constitui-se uma Comissão específica para esse fim. É o que, tudo indica, acontecerá no ano que vem.

sexta-feira, junho 11, 2010

Quatro parques de estacionamento para acolher visitantes

A multidão que se concentra em Sobrado, no dia de S. João, aliada às danças que, em vários momentos do dia, ocupam a estrada principal obrigam a cortar o trânsito na vila, numa extensão e mais de um quilómetro. A fim de facilitar a vida aos que vão à festa de carro, sejam da terra ou de fora, a autarquia local, em colaboração com a Comissão de Festas, vai criar quatro parques de estacionamento ad hoc. Ficam situados em locais estratégicos de acesso, a saber: um perto da antiga fábrica da CIFA, para quem entra em Sobrado do lado Sul; outro perto de Penido, para quem chega do lado Norte; outro no estádio do Clube Desportivo de Sobrado, para quem vem de Oeste (Alfena, por exemplo) e outro a seguir à ponte de Santo André, para quem chega de Leste.

quinta-feira, junho 10, 2010

A Bugiada já foi à escola


Na Escola EB1/JI de Paço, em Sobrado, ainda Junho não tinha chegado e já por lá tinha andado a Festa de S. João. É do que dá conta o mais recente post do blog daquela instituição educativa, o "Escola de Paço a Passo". E porque, como diz o seu lema, "aprender está para além da escola" e "[d]essa troca de experiências se cresce", na semana de sensibilização para a Festa fizeram a construção de um cabeçudo, ouviram histórias, fantasiaram-se, assustaram os colegas do 1º ciclo , dançaram, tocaram... e até envolveram os familiares: "os pais do Dinis foram contar a lenda da Festa" de S. João e as crianças viram "fotografias que as avós trouxeram".
Gosto de ver esta escola - que na matéria é "repetente" - assim envolvida com as riquezas da comunidade local.

quarta-feira, junho 09, 2010

Coisas estranhas da Festa de Sobrado

A Festa de S. João de Sobrado está repleta de coisas estranhas: inversões, mistérios, subversões, paradoxos, à espera de interpretações pertinentes. Vejamos algumas:
  • - Em muitas outras terras, festeja-se o S. João de noite; em Sobrado é de dia - todo o dia, da alva até depois do sol-pôr.
  • - Toda a gente janta ao fim do dia ou princípio da noite; em Sobrado, o jantar da festa é de manhã, pelas 10 horas.
  • - Nas outras terras (e, nesta, nos outros dias) ninguém gosta de fazer o, digamos assim, "trabalho sujo"; pois em Sobrado não falta quem goste de ir semear, lavrar ou gradar todo mal-vestido e terminar com a roupa desfeita ou quase sem roupa; não falta quem goste - como acontece com o sapateiro e o cego - de chafurdar na lama, em cenas de primitivismo que deixam estarrecidos e com ar de enojado muitos forasteiros;
  • - Em outras terras, em que há tradições festivas que metem mouros, turcos, etc, estes são geralmente os 'maus da fita', os derrotados. Em Sobrado, são os Mourisqueiros os únicos com dignidade para ir na procissão e a pegar nos andores, incluindo o de S. João. E depois de vencerem pela força os cristãos, só são derrotados pelo terror da Serpe; e, ainda assim, como que ressuscitam para a Dança do Santo.
  • - Nas terras onde ainda se pratica a agricultura, todos começam por lavrar a terra, se querem colher algum "samiguel"; só depois gradam e semeiam. Pois em Sobrado, em dia de S. João, primeiro semeia-se e só depois é que se lavra.
  • - Por fim, é difícil encontrar no país (e alguns dizem que mesmo na Europa) muitas festas com um carácter mais espectacular do que esta. Pois tanto Bugios como Mourisqueiros antes de darem um espectáculo aos que vão à festa, dão um espectáculo a si mesmos: dançam e lutam porque a festa ainda é qualquer coisa que, se não existisse, deixaria um vazio enorme na vida deles e não poderiam "matar a paixão". Em 1974, houve cheias por altura do S. João e choveu que Deus a dava no dia 24. Quase ninguém se atreveu a ir à festa. Mas nem por isso as danças se deixaram de fazer. Porque o S. João de Sobrado não é um mero espectáculo, mas algo que dá sentido à vida - individual e colectiva.
A Festa de S. João é feita de tudo isto e sem isto nunca seria a festa de S. João.
Não acham, ó conterrâneos sobradenses?

terça-feira, junho 08, 2010

A Dança do Cego - uma mina de significados

A Dança do Cego também se chama Sapateirada. A designação depende, ao fim e ao cabo, da perspectiva: queremos ver as coisas do lado do Cego ou do lado do Sapateiro? Qualquer deles é peça-chave nesta componente da Festa de S. João de Sobrado.
Já descrevi esta representação do rapto da mulher do sapateiro pelo moço do cego e já propus uma interpretação, vendo nesta tradição uma luta entre os sedentários, de vida feita e definida, e os errantes, os que vagueiam de terra em terra. Gostaria hoje de chamar a atenção para outros aspectos.
Começo por notar que o sapateiro não exerce apenas o seu ofício. Ele é, na verdade, um gabarolas: não pára de enaltecer as "qualidades" da mulher que tem. Se o gesto é tudo, os gestos do artífice não enganam, quando apalpa as partes dela que mais lhe merecem apreço. Mais do que fiadeira, a esposa do sapateiro é (tem sido, pelo menos, nas últimas décadas) um símbolo sexual, o que contradiz um pouco o estereótipo de esposa.
Acontece que quem aparece a perturbar este estado das coisas é o cego. Guiado pelo seu guia, é verdade. Mas o guia simboliza os olhos do cego. Ele não vê as coisas do mundo exterior, mas vê melhor do que ninguém as do mundo interior, que é o espaço em que o sentido se constrói e se adquire a sabedoria da vida e, paradoxalmente, se faz luz. Por conseguinte, quando o moço do cego rapta a mulher do sapateiro, é, ao fim e ao cabo, no plano simbólico, o cego que a rapta.
O que sucede a seguir é interessante de analisar: quando o sapateiro dá pela falta da mulher e decide ir à procura dela, instala-se uma dúvida terrível: afinal, de quem será a culpa? Da mulher ou do seu raptor?
Aquele que momentos antes não parava de se vangloriar da mulher que tinha só poderia deitar a culpa para o moço do cego. Mas inúmeros circunstantes que testemunharam o que se passou aproveitam a ocasião para colocar 'sobre a mesa' uma versão radicalmente diversa: ela não foi raptada, mas fugiu, por causa da vida que o sapateiro lhe dava ou, na versão mais radical, devido à "incompetência" do sapateiro.
A terrível dúvida nunca chega a ser totalmente esclarecida, ainda que, depois de andar à luta de varapau, a mulher volte, por fim, para o sapateiro. E essa dúvida é, na verdade, uma questão existencial, que as aparências da ordem restaurada dificilmente podem apagar.
E o cego, no meio disto tudo? Ele é aquele que não vê ou aquele que vê (ainda que veja o que outros não vêem)? Sobre isso haverei de escrever numa outra oportunidade.
Que fique, entretanto, clara uma coisa: engana-se redondamente quem pense que esta "dança do cego" é coisa de primitivos e gente sem qualidades. Pelo contrário, esta parte da festa está carregada de significados que estão longe de se esgotar naquilo que aqui vou escrevendo. E esses significados também podem ser partilhados pelos leitores que apreciam esta tradição.

domingo, junho 06, 2010

Ensaios ao rubro

Os preparativos da festa de 2010 avançam a todo o gás. Depois de terem tido início os ensaios na quinta-feira passada, aproveitando o feriado do Corpo de Deus, ontem foi dia do peditório pelos diversos lugares da vila. E hoje o segundo dos quatro ensaios voltou a juntar, sob um sol escaldante, os pretendentes a Bugios e a Mourisqueiros e centenas de pessoas a assistir. Entre elas, encontrava-se hoje no Passal o Sr. Generoso Ferreira das Neves, Juiz da festa, sobradense de origem, que vive há muitos anos no Rio de Janeiro, Brasil, de onde voltou, como o faz todos os anos, mas desta vez, para exercer a função de responsável primeiro.
Os ensaios de hoje e de quinta-feira incluem ainda um pormenor que passa despercebido a muitos sobradenses: os interessados em participar nas várias funções da Festa (quem vai lavrar, gradar e semear, cego, sapateiro, respectivos 'moços' e a mulher do sapateiro) devem inscrever-se, sendo os resultados conhecidos no fim do terceiro ensaio.
Aqui ficam algumas imagens hoje registadas dos ensaios, pela ordem em que foram captadas: primeiro as dos Mourisqueiros e depois as dos Bugios.












Breves registos videográficos podem também ser vistos aqui (clicar na barra inferior de cada um dos vídeos, à esquerda):

sábado, junho 05, 2010

Notas sobre o lugar da máscara em Sobrado














Notámos aqui, há dias, o facto de a Festa de S. João de Sobrado ser bem mais do que Bugiada e Mouriscada. Mas falta dizer que há um elemento que une todas as manifestações festivas sobradenses: a máscara, esse objecto extraordinária de usos múltiplos.
A máscara, escreveu Roger Caillois (L'Ombre du Masque, in Intentions), pode servir a quem a usa para se esconder ou para se transformar. Pode ainda funcionar como recurso para o espanto ou para o medo. Intimidação, disfarce, dissimulação. Um jogo ambíguo e de vasos-comunicantes entre ser eu e ser outro, paradoxo entre o mesmo e o diferente, entre esconder e revelar.
As caretas dos Bugios são as das diferenças, dos sonhos, dos fantasmas individuais. Idem para as das Entrajadas que representam personagens algumas delas reais.
Em Sobrado, a máscara do Velho da Bugiada é uma máscara cerimonial. Confere gravitas (dignidade, seriedade, poder) ao seu portador. Muitos não sabem e nunca notaram, mas o rei da Bugiada muda de máscara ao longo do dia. A que leva de manhã não é a que traz ao fim do dia. E o semblante de uma e de outra é relativamente diferenciado.
Outra máscara específica desta festa é a do Cego. Ela introduz um misto de ingenuidade e esperteza, abandono e iniciativa; e, transparecendo a palidez de um cadáver, é sobretudo a máscara do tempo e da sabedoria que ele permite adquirir.
Finalmente, a máscara maior dir-se-ia que é a daqueles - os únicos - que, no S. João de Sobrado, não usam máscara: os Mourisqueiros. Não se estranhe que se diga tratar-se aqui uma máscara. Veja-se o caso do momento-clímax da festa: quando o Reimoeiro entra no castelo Bugio e inicia a operação da Prisão do Velho. Esse lapso de tempo - que não pode ser demasiado curto, mas que também não deve ser demorado em excesso, como por vezes ocorre - é bem a evidência da função da máscara: quando o rei mouro deita a mão ao rei bugio e emergem os dois chefes como protagonistas únicos no cenário da representação, um, através da máscara, é o rosto do trágico desastre; outro, de rosto descoberto - mas que é verdadeiramente uma máscara - trasmite a dureza do poder e da força. E não pode dar sinais de descontrolo e menos ainda de riso. Diz quem vive no palanque estes momentos que não faltam Bugios a dizer, por detrás da máscara, aquilo que o Reimoeiro não quer ouvir, a ver se ele se descontrola, nesse momento que tudo resume.
Uma nota final para dizer quanta pena é ter-se aparentemente perdido a riqueza das máscaras de outrora - de couro, de cartão, de casca de árvore, de madeira. Certamente não seria possível produzir em série máscaras tradicionais dessa natureza. Mas também não é interessante ver cada vez mais máscaras todas iguais, quais clones umas das outras. Era importante prestar mais atenção a este aspecto e, mesmo que se tomasse por base aquelas que existem, nada impediria algum trabalho local de adaptação e retoque pessoal.

sexta-feira, junho 04, 2010

Programa da Festa de 2010

(Clicar 2x na imagem para ampliar)

quinta-feira, junho 03, 2010

Para lá das danças e das lutas






A festa de S. João de Sobrado é conhecida sobre tudo pelas danças e lutas entre Bugios e Mourisqueiros. É isso que lhe dá colorido, espectáculo e dinamismo. Contudo a festa é bem mais densa e rica, porque alberga pelo menos mais três tipos de manifestações:

a) As Entrajadas ou Estardalhadas , que representam cenas de crítica social a acontecimentos ou situações da terra, do país ou até mesmo do mundo. Surgem de manhã, nas redondezas do 'jantar', passam, depois, para a estrada em que decorrerá a Dança de Entrada e seguem atrás desta, após a passagem dos Bugios. Se esta festa permanece relativamente imutável, esta é a única parte em que quase tudo muda de ano para ano. Por isso tanta gente aprecia esta faceta da Festa de Sobrado.

b) Os Rituais Agrícolas, que acontecem no recinto do Passal, a partir do início da tarde (as horas não são seguras, mas, digamos, 15 horas). A particularidade desta tradição reside no facto de as operações serem executadas em ordem inversa: todos os que semeiam começam por lavrar. Em Sobrado, não: semeia-se, grada-se e, no fim é que se lavra. Mas a terra dá na mesma, porque a festa ainda não morreu ! Associadas a estas manifestações parecem estar práticas mágico-sagradas traduzidas numa espécie de disfarçada confissão de incompetência humana, propiciatória da bênção divina. Mas foi aqui que os de fora da terra foram buscar a ideia propagandeada de que os de Sobrado não devem regular bem, porque semeiam antes de lavrar.

c) A Dança do Cego ou Sapateirada - a natureza desta parte é teatral. Representa cenas do quotidiano: um sapateiro, a sua mulher e o moço, com vida rotineira e tranquila; um cego e o seu guia, que chega de fora, factor de perturbação da ordem existente - na medida em que o moço do cego rouba a mulher ao sapateiro. Contudo este é um teatro especial, dado que os assistentes, em muitos momentos, também são participantes; e até vítimas, sobretudo quando apanham com farrapos ou spatos velhos molhados de lama pela cabeça abaixo. Mas, lá está: só apanha quem quer. E a verdade é que há sempre quem queira.

quarta-feira, junho 02, 2010

Os "Deolinda" na grande noitada da Festa de 2010

Nem mais: os Deolinda, um grupo de música popular portuguesa, um fenómeno de adesão e impacte nos últimos anos, no panorama nacional e mesmo internacioanl, vai ser a grande atracção da noite de 23 para 24, em Sobrado.
A Comissão de Festas bateu-se por esta proposta e conseguiu. A hora do início da actuação será às 00.30, o local é o Passal e o acesso é livre.

Para saber mais sobre o grupo: AQUI
Para ouvir algumas das músicas: AQUI.
(Ilustração de João Fazenda)

terça-feira, junho 01, 2010

Dois novos sócios honorários

Na última Assembleia Geral da Associação da Casa do Bugio, e por proposta da Direcção, foi aprovada a atribuição da categoria de sócio honorário a duas figuras ligadas à Festa de S. João: Generoso Ferreira das Neves e José Fernandes da Silva.
No primeiro caso, trata-se de um sobradense emigrante no Rio de Janeiro, que, além de apaixonado por esta tradição desde novo, tem sido um benemérito da Festa, especialmente depois que um filho seu saiu com vida de uma situação de rapto. De cinco em cinco anos prometeu ir de juiz da festa e este ano é um deles.
No segundo caso, trata-se de um reconhecimento pelo papel desempenhado por José Fernandes da Silva no lançamento da Associação da Casa do Bugio e na construção do edifício da sede.

segunda-feira, maio 31, 2010

Fábrica Paroquial: desejo de colaboração não correspondido

Na última Assembleia Geral da Associação da Casa do Bugio foram prestadas informações sobre conversações havidas entre a Direcção da Associação e a Fábrica da Igreja Paroquial, com vista à cedência de terrenos pertença da Paróquia para instalação dos carroceis, no dia de S. João.
Como se poderá ver pela consulta dos documentos trocados entre as duas partes, e que abaixo se transcrevem, a Fábrica Paroquial não abdicou da pretensão de exigir que lhe fosse entregue metade do rendimento que venha a ser auferido pelo aluguer. O que faria todo o sentido, não se desse o caso de a Associação sempre ter facilitado, ao longo dos anos, a cedência do espaço da Casa do Bugio a grupos e iniciativas da Igreja, sem exigir qualquer montante em troca. E as necessidades de verbas que a Igreja diz ter também a Associação as tem, no exercício do seu compromisso de preservar e promover uma tradição que é parte integrante da identidade dos sobradenses.
Para que cada um se possa informar e avaliar por si próprio as razões que assistem a cada uma das partes, aqui se deixam cópias dos documentos de cada uma das partes.


Documento 1

Sobrado, 10 de Março de 2010

Ex.mo Sr. Padre Vicente
Pároco de Santo André de Sobrado
e Presidente do Conselho Económico da Fábrica da Igreja

A Direcção da Associação Promotora da Casa do Bugio e da Festa de S. João de Sobrado recebeu do Senhor Padre a mensagem sugerindo que se encontrasse com o Conselho Económico da Fábrica, na sua reunião do dia 8 passado.
Quando nos encontrámos com o referido Conselho, e perante a (já pré-anunciada) ausência do presidente, foi-nos dito que o melhor seria colocarmos a matéria que ali nos levava por escrito e que a resposta seria dada pela mesma via.
Escusado será dizer que teríamos preferido conversar directamente com o Conselho Económico da Fábrica e na presença do seu Presidente. Mas, uma vez tendo sido esta a sugestão dada, aqui estamos a colocar o nosso assunto.

1. Vimos solicitar ao Conselho, ao qual o Sr Padre Vicente, enquanto Pároco, preside, a cedência do espaço habitual, pertencente à Fábrica da Igreja, para aí instalar os carroceis e outras infra-estruturas de entretenimento, por altura da Festa de S. João de Sobrado deste ano de 2010.
2. Entendemos igualmente solicitar que essa cedência seja feita a título gratuito, fundados nas razões seguintes:
a. Este ano é a Casa do Bugio que organiza a Festa e esta Associação, da qual a Igreja também é sócia, carece vitalmente de realizar todas as economias possíveis para colmatar com toda a urgência os problemas de segurança que foram detectados no edifício-sede da Associação.
b. A Associação tem, desde sempre, manifestado toda a disponibilidade para ceder, sem quaisquer encargos, os seus espaços para iniciativas da Igreja ou de diversas das suas estruturas e serviços.
c. Do mesmo modo, esta Associação tem disponibilizado, sempre que necessário, e continuará certamente a fazê-lo, outro equipamento da Casa, para apoio a iniciativas e eventos ligados à Igreja, mesmo quando realizados fora da sua sede.
3. A Associação e a Igreja acordaram, em tempos, num protocolo de colaboração que traduzia, de parte a parte, este espírito de inter-ajuda e cooperação que a Associação da casa do Bugio deseja possa concretizar-se e mesmo intensificar-se.

Por todos estes aspectos, deixamos ao critério do Conselho Económico a ponderação sobre esta desejável cooperação e a anuência ao pedido que ora apresentamos.
Desde já manifestamos toda a abertura para prestar outros esclarecimentos ou informações que forem julgadas necessárias à apreciação desta solicitação.

Apresentamos cordiais saudações,

A Direcção da Associação da Casa do Bugio

Documento 2
(Clicar duas vezes na imagem para ampliar)



Documento 3

Sobrado, 15 de Abril de 2010


Rev.mo Sr. Padre Vicente
Pároco de Santo André de Sobrado
e Presidente do Conselho Económico da Fábrica da Igreja

A Direcção da Associação Promotora da Casa do Bugio e da Festa de S. João de Sobrado agradece a mensagem recebida do Conselho Económico da Fábrica, em resposta à solicitação de cedência a título gracioso do terreno pertencente à Igreja, para efeitos de instalação dos carroceis, na próxima festa de S. João.
Entendemos que a base de cooperação que tem existido da parte desta Associação, que nunca estabeleceu quaisquer quantitativos para a utilização do espaço da Casa do Bugio por parte dos serviços e iniciativas da Igreja, não justificaria esta decisão da V/ parte.
Pretendendo, no entanto, dar um sinal de compreensão relativamente às necessidades económicas com que a Fábrica da Igreja se debate, vimos, por este meio, apresentar uma contra-proposta, que se traduziria na entrega, por parte da Comissão de Festas de 15% do rendimento que vier a ser apurado com os carroceis.
Na expectativa da V/ resposta, aproveitamos a oportunidade para enviar cordiais saudações

A Direcção da Associação da Casa do Bugio

Documento 4




Documento 5

Sobrado, 4 de Maio de 2010

Rev.mo Sr. Padre Vicente
Pároco de Santo André de Sobrado

Recebemos a carta que, na qualidade de Presidente do Conselho Económico da Fábrica da Igreja, subscreve juntamente com o secretário, e à qual passamos a responder.
A Direcção da Associação Promotora da Casa do Bugio e da Festa de S. João de Sobrado vê-se na contingência de anuir às condições impostas por esse Conselho relativas à cedência do terreno pertencente à Igreja, para efeitos de instalação dos carroceis, na festa de S. João deste ano, e que se traduzem na entrega à Igreja de 50 por cento do montante apurado.
Dito isto, não deixamos de considerar que o quadro de cooperação assim instituído fica colocado em plano manifestamente insatisfatório. Entendemos que não colhe o argumento de que todas as comissões de festas, desde 2001, têm adoptado a prática dos 50%. E isto porque o Conselho Económico da Fábrica da Igreja de Sobrado, tanto em 2006 como neste ano de 2010, não está a lidar com uma simples Comissão de Festas, mas com uma Associação que tem procurado não apenas contribuir para a promoção da festa (que, como todos bem sabemos, traz indesmentíveis benefícios económicos à Igreja), mas também cooperar com diferentes estruturas e serviços desta Vila e da vida da nossa Paróquia. E nunca colocou a exigência de esses serviços serem pagos, no todo ou em parte, apesar das gritantes carências por que também passa a Associação e a sua sede.
Não é, de facto, assim que entendemos a cooperação e interajuda que, mesmo sem invocar o espírito evangélico, deveria, do nosso ponto de vista, pautar as relações entre nós.

Com os melhores cumprimentos,
A Direcção da Associação da Casa do Bugio

quinta-feira, maio 27, 2010

Apresentação de 'Máscara Ibérica II' e da festa de 2010


Realiza-se neste sábado, dia 29, pelas 16 horas, no Centro Cultural e Social de Sobrado uma sessão de apresentação do II Volume de "Máscara Ibérica", no qual surge um capítulo sobre a Festa de S. João de Sobrado. A iniciativa é da Câmara Municipal de Valongo e da Progestur (editora da obra) e contará com intervenções de Carlos Magno e Manuel Pinto, além dos promotores.
Na ocasião será igualmente apresentado o programa da festa deste ano de 2010, da responsabilidade da Associação da casa do Bugio.
(Fotos e composição: Progestur)

segunda-feira, maio 10, 2010

Casa do Bugio em Assembleia Geral

Treze de Maio é o dia em que reúne a Assembleia Geral da Associação da Casa do Bugio. A reunião, que tem lugar nas instalações da sede, às 21 horas, destina-se a discutir e aprovar o Relatório e Contas da Actividade de 2009 e o Plano de Actividades para o ano em curso.
No ponto "Outros assuntos" serão discutidas matérias de interesse para a Associação.