O Sr Generoso Ferreira das Neves, que foi este ano juiz da festa de São João, presenteou a Comissão com uma oferta de 40 mil euros.
Este valor corresponde a um pouco mais de metade dos gastos contabilizados com a Festa de 2010. O gesto significa, por outro lado, uma manifestação de confiança na equipa que o acompanhou, conforme explicitamente afirmou, num jantar realizado antes de deixar o país, a caminho do Rio de Janeiro. E significa ainda um compromisso de Generoso Ferreira das Neves com as tarefas de consolidação do edifício da Casa do Bugio, a que aqui nos referimos nestes últimos dias, tornando-a um espaço mais seguro e acolhedor e capaz de preservar e promover a festa.
Recorde-se que o Sr Generoso é um sobradense apaixonado pela Bugiada e Mouriscada, que emigrou para o Brasil no final dos anos 50 do século passado à procura de uma vida melhor para si e para os seus. Tornou-se, entretanto, um homem rico o que terá contribuído para que um dos seus filhos tenha sido raptado e liberto apenas depois de a família ter anuído a pesadas exigências de seus raptores. Na aflição em que se viu, o Sr Generoso prometeu ir de juiz cada cinco anos e assim tem cumprido, estando normalmente presente em Sobrado todos os anos, pelo menos por altura da Festa de S. João.
Na última Assembleia Geral, realizada em finais de Abril, a Associação da Casa do Bugio deliberou atribuir-lhe o estatuto de Sócio Honorário.
terça-feira, julho 06, 2010
Bugios venceram Mourisqueiros?
Numa notícia escrita sobre a Festa de São João de Sobrado deste ano, uma repórter do Jornal de Notícias escreveu um texto intitulado Bugios venceram Mourisqueiros.
Aparentemente, tem toda a razão. Mas eu gostaria de dizer porque é que discordo desta interpretação.
É verdade que, na narrativa da Bugiada e da Mouriscada de Sobrado, se desencadeia uma guerra, que os Mouriscos atacam e invadem o castelo dos Bugios, levam o Velho da Bugiada preso, saindo aparentemente vitoriosos da contenda.
É também verdade que os Bugios não se rendem à derrota, recorrem a um dragão de alguns metros de comprido, esverdeado e de língua vermelha, aparecem de rompante no caminho dos Mouros e libertam o Velho.
Por conseguinte, a jornalista do JN teria razão. Aparentemente assim é. Porquê?
- Se se tratasse de uma derrota dos Mouros, como compreender que eles, uma vez liberto o Velho e passada a corrida aparatosa da Bugiada se reorganizem e vão tranquilamente para a Dança do Santo, junto ao adro, como se nada se tivesse passado? Se eles fossem uns derrotados, deveriam eclipsar-se e não pôr mais os pés na festa. Mas não: eles continuam na festa, garbosos e organizados como sempre.
Eu proponho uma explicação: nesta festa, e ao contrário do que pretendia, há uns anos atrás, quem relatava a festa no Passal, durante a Prisão do Velho, os Bugios não são os bons e os Mouros não são os maus. De resto, o lado subversivo, orgiástico e excessivo desta festa é precisamente dos Bugios. Os mouros são os bem comportados, os organizados, os disciplinados, aqueles que, no dizer de um forasteiro, "andam muito direitinhos". Não é verdade que são os Mouriscos - e não os Bugios - que têm a honra e a dignidade para ir na procissão e transportar o andor dos santos - e particularmente o de S. João)? Se fossem os maus, como compreender esta situação?
Por isso, o que existe nesta festa não é a convencional e simplista versão da luta entre bons e maus, que termina invariavelmente com a derrota dos maus e a vitória dos bons. Há é uma representação do conflito entre a norma e a sua transgressão, entre o mesmo e o diferente. E esta tensão - que, em Sobrado, redunda em guerra - é uma tensão que não morre, que não é derrotada, porque a vida é feita deste diálogo, por vezes complicado, com a diferença, com os outros que são diferentes de nós, que vêm de fora. Chamam-se Mourisqueiros, como poderiam chamar-se outra coisa. Existem e têm muito a ensinar-nos (e vice-versa).
Por isso eu não acho que seja completamente verdadeiro, do ponto de vista interpretativo, o título do artigo do Jornal de Notícias.
Aparentemente, tem toda a razão. Mas eu gostaria de dizer porque é que discordo desta interpretação.
É verdade que, na narrativa da Bugiada e da Mouriscada de Sobrado, se desencadeia uma guerra, que os Mouriscos atacam e invadem o castelo dos Bugios, levam o Velho da Bugiada preso, saindo aparentemente vitoriosos da contenda.
É também verdade que os Bugios não se rendem à derrota, recorrem a um dragão de alguns metros de comprido, esverdeado e de língua vermelha, aparecem de rompante no caminho dos Mouros e libertam o Velho.
Por conseguinte, a jornalista do JN teria razão. Aparentemente assim é. Porquê?
- Se se tratasse de uma derrota dos Mouros, como compreender que eles, uma vez liberto o Velho e passada a corrida aparatosa da Bugiada se reorganizem e vão tranquilamente para a Dança do Santo, junto ao adro, como se nada se tivesse passado? Se eles fossem uns derrotados, deveriam eclipsar-se e não pôr mais os pés na festa. Mas não: eles continuam na festa, garbosos e organizados como sempre.
Eu proponho uma explicação: nesta festa, e ao contrário do que pretendia, há uns anos atrás, quem relatava a festa no Passal, durante a Prisão do Velho, os Bugios não são os bons e os Mouros não são os maus. De resto, o lado subversivo, orgiástico e excessivo desta festa é precisamente dos Bugios. Os mouros são os bem comportados, os organizados, os disciplinados, aqueles que, no dizer de um forasteiro, "andam muito direitinhos". Não é verdade que são os Mouriscos - e não os Bugios - que têm a honra e a dignidade para ir na procissão e transportar o andor dos santos - e particularmente o de S. João)? Se fossem os maus, como compreender esta situação?
Por isso, o que existe nesta festa não é a convencional e simplista versão da luta entre bons e maus, que termina invariavelmente com a derrota dos maus e a vitória dos bons. Há é uma representação do conflito entre a norma e a sua transgressão, entre o mesmo e o diferente. E esta tensão - que, em Sobrado, redunda em guerra - é uma tensão que não morre, que não é derrotada, porque a vida é feita deste diálogo, por vezes complicado, com a diferença, com os outros que são diferentes de nós, que vêm de fora. Chamam-se Mourisqueiros, como poderiam chamar-se outra coisa. Existem e têm muito a ensinar-nos (e vice-versa).
Por isso eu não acho que seja completamente verdadeiro, do ponto de vista interpretativo, o título do artigo do Jornal de Notícias.
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Reflexões e interpretações
segunda-feira, julho 05, 2010
Segurança da Casa do Bugio: a obra ainda por fazer
A Direcção da Associação da Casa do Bugio calcula em pelo menos 35 mil euros o custo das obras que ainda falta fazer, para que se possa considerar o edifício com os requisitos de segurança exigidos pelos estudos de engenharia oportunamente realizados.
Recorde-se que, há uns três anos, foram detectados vários problemas de abaulamento de vigas que levaram a Direcção a solicitar uma peritagem técnica ao edifício, Foram encontradas situações graves de vigas e placas sem os requisitos exigíveis e deficiências no respectivo assentamento.
Algumas medidas de emergência foram tomadas e as obras entretanto feitas, no valor de perto de 30 mil euros, permitiram começar a atenuar os problemas identificados.
As verbas aplicadas neste empreendimento têm sido conseguidas com lucros da festa e outras iniciativas de angariação. O prosseguimento das obras está agora dependente dos resultados financeiros da festa deste ano, que estão presentemente a ser apurados.
Recorde-se que, há uns três anos, foram detectados vários problemas de abaulamento de vigas que levaram a Direcção a solicitar uma peritagem técnica ao edifício, Foram encontradas situações graves de vigas e placas sem os requisitos exigíveis e deficiências no respectivo assentamento.
Algumas medidas de emergência foram tomadas e as obras entretanto feitas, no valor de perto de 30 mil euros, permitiram começar a atenuar os problemas identificados.
As verbas aplicadas neste empreendimento têm sido conseguidas com lucros da festa e outras iniciativas de angariação. O prosseguimento das obras está agora dependente dos resultados financeiros da festa deste ano, que estão presentemente a ser apurados.
sábado, julho 03, 2010
Notas telegráficas
- Os Bugios, no percurso que fazem entre a casa do Velho e o local do 'jantar', são brindados com música da marcha da dança de Entrada, por parte de habitantes locais que possuem essa música gravada. Vi isso acontecer em algumas ruas do Alto Vilar, nomeadamente.
- Um miúdo Bugio que este ano subiu ao palco para se despedir do Velho e limpar-lhe as 'bagadas' no dia em que foi à loja para acertar a máscara e levar todo o equipamento para casa: na semana antes da festa, segundo a mãe, estava sempre a contar quantos dias faltavam para o dia 24. Comentário, na antevéspera: "Oh mãe, amanhã já só falta um dia!"
- A aparelhagem sonora que a Comissão de Festas deste ano mandou instalar quer na Casa do Velho quer na Casa do Bugio permitiu que um muito maior número de Bugios pudesse dançar ao ritmo da música. Dada a dimensão da Bugiada, esta iniciativa revelou-se oportuna e útil.
- Um Bugio apaixonado não pôde, este ano, 'matar a paixão', visto que se encontrava a recuperar de uma forte dor ciática. Ainda assim fez questão que a sua farda saísse, mas no corpo de outro Bugio.
- Julgo que todos os Mourisqueiros se integram na procissão, no fim da missa de festa, transportando três dos andores, incluindo o de São João. Os que não pegam ao andor, colocam-se a seguir, para substituir os primeiros de tempos a tempos.
- Houve um jornalista que tentou obter declarações em directo da parte do Reimoeiro, durante a Dança de Entrada. Este, porém, recusou-se, uma vez que a intromissão do repórter é considerada uma falta de respeito para com o momento solene da festa.
- Uma criança familiar do Sr Generoso entusiasmou-se com os Bugios ao ver, ainda no Brasil, os trajes que estes usavam. Ao chegar a Sobrado e ao ver as duas formações a dançar, não teve dúvidas: passou a gostar mais dos Mourisqueiros.
sexta-feira, julho 02, 2010
Visitantes do Blog
O mês de Junho de cada ano regista invariavelmente um pico de visitas, que exprimem o interesse pela festa, quer da parte dos sobradenses quer de gente de fora a quem as Bugiadas e Mouriscadas dizem muito.
Este blog completou nas vésperas de S. João deste ano cinco anos de vida. Mas só começou a ter as visitas quantificadas cerca de um ano depois. Por conseguinte, o quadro que acima se mostra, que é relativo aos meses de Junho de cada ano até ao presente não contabiliza toda as visitas de Junho de 2006, visto que o software de medição foi instalado já perto da data da festa. Ainda assim, dá para ver o progresso contínuo das visitas. Deste ponto de vista, este ano representa o bater de uma ´serie de records: o dia mais frequentado (dia 23, com 244 visitas), a semana mais visitada, (com 1196 na semana em que calhou o S. João) e também o m~es de maior número de visitas (só visitantes únicos foram perto de 2800, quase um milhar a mais do que há um ano).
domingo, junho 27, 2010
O positivo e o menos positivo de 2010
Faço aqui também a minha apreciação da festa de 2010, depois de vários outros conterrâneos se terem pronunciado já.
Aspectos positivos:
(Infelizmente, este ano, não pude acompanhar nem a cobrança dos direitos, nem a lavra nem a dança do cego, pelo que não me posso pronunciar sobre esses aspectos).
(Foto: capa do mensário 'Alô Sobrado', alusiva à festa, com a tradicional entrevista ao Velho e o Reimoeiro - na imagem a mostrar que 'guerra' é só no dia 24 - e ao principal obreiro da Comissão de Festas).
Aspectos positivos:
- Mais de vinte pares de Mourisqueiros. fazendo desta uma das maiores mouriscadas de sempre
- Carácter incisivo das críticas a situações e acontecimentos do país e da vila.
- Apoio da autarquia municipal e da freguesia, como há bastante tempo não se via.
- Colocação de cinco parques de estacionamento e transporte de apoio para quem quis visitar Sobrado no dia 24.
- Apoio à festa da parte da população, visível no facto de, apesar do agravamento da crise, o peditório individualizado ter permitido arrecadar um valor superior ao do ano anterior (mais de dez mil euros).
- Projecção em espaço público do filme de Ângelo Peres "A Bugiada", de 1977.
- Integração dos Deolinda no cartaz da principal noitada.
- Pelo seu lado promissor: a exposição de trabalhos (máscaras e penachos) feitos no âmbito do Agrupamento de Escolas de S. João de Sobrado, com envolvimento sobretudo de crianças de alguns dos jardins de infância.
- Já agora: a ideia da Comissão de festas, de mandar estampar t-shirts alusivas à Bugiada e Mouriscada também é um dado interessante, oxalá que o primeiro passo de outras iniciativas desse tipo.
- As críticas das Estardalhadas, ainda que contundentes, concentraram-se nos mesmos temas (questões relacionadas com a igreja e com o emprego e rendimento social de inserção) e revestiram um carácter por vezes excessivo no que toca ao lançamento de sacos e espumas com água;
- Velocidade da Prisão do Velho: não é correcto demorar excessivamente as cenas, que se desenrolam no castelo dos Bugios, mas também não se deve acelerar. Pareceu que, sobretudo a partir do momento da prisão propriamente dita, este ano, as coisas se desenrolaram depressa demais. A narrativa representada deve ter um ponto certo e uma justa medida.
- Não suporto vuvuzelas (no 'mundial' nem sequer deixam ouvir os cânticos da multidão), mas era inevitável que fizessem a sua aparição nas mãos de alguns bugios (felizmente poucos e não muito dados ao seu uso intensivo).
(Infelizmente, este ano, não pude acompanhar nem a cobrança dos direitos, nem a lavra nem a dança do cego, pelo que não me posso pronunciar sobre esses aspectos).
(Foto: capa do mensário 'Alô Sobrado', alusiva à festa, com a tradicional entrevista ao Velho e o Reimoeiro - na imagem a mostrar que 'guerra' é só no dia 24 - e ao principal obreiro da Comissão de Festas).
sexta-feira, junho 25, 2010
Na hora de fazer avaliações
Mais uma festa, mais uma intensa jornada vivida ontem em Sobrado. Fica aqui espaço para cada um que o viveu poder comentar aquilo de que mais gostou, o que lhe chamou a atenção, o que seria de corrigir ou melhorar no próximo ano, o que houve de novo.
quarta-feira, junho 23, 2010
T-shirt como recordação da festa de S. João de Sobrado
A Comissão de Festas 2010 acaba de colocar à venda uma t-shirt com os motivos da festa dos Bugios e Mourisqueiros. É de cor preta e tem um penacho e uma barretina coloridos e estilizados como ilustração. O seu custo (sete euros e meio) reverterá para as despesas da festa, sendo, ao mesmo tempo, um motivo de valorização desta tradição popular sobradense.
Record de visitas
Este blog está a registar hoje o seu record de visitas, desde que estas são contabilizadas. De facto, ainda o dia tem algumas horas pela frente e os visitantes únicos ultrapassaram já as duas centenas. Esta semana, o total de visitantes únicos ultrapassou já as cinco centenas. Obrigado pela preferência e ... voltem sempre.
terça-feira, junho 22, 2010
Como chegar a Sobrado
Exibir mapa ampliado
A via mais directa é seguir pela A3 e, na portagem da Maia, sair para o IC24/A41 na Direcção de Felgueiras(para já sem portagens). Surgirá uma saída designada exactamente "Sobrado". Menos de 1km adiante, encontrar-se-á um parque de estacionamento. É igualmente possível seguir pela A4 e sair em "Campo". Para quem não conhece a região, as voltas são um pouco maiores, ainda que a distãncia seja curta até Sobrado (cerca de 3 km).
Horário da Bugiada e da Mouriscada (e não só)
Por estes dias, são muitos os que visitam este blog à procura de informação sobre a Festa de S. João de Sobrado. Esta festa que alguns etnógrafos já consideraram uma das mais ricas tradições festivas de Portugal, decorre na Vila de Sobrado, Município de Valongo, durante todo o dia 24 de Junho, sendo conhecida popularmente por Festa da Bugiada. Ainda que não haja um horário rígido, a tradição ‘manda’ que se siga o seguinte:
Todo o programa, a partir do fim da manhã, decorre no Largo do Passal, junto à Igreja, em percursos que são, de um modo geral, idênticos. O "jantar", esse, tem lugar no edifício da Associação da Casa do Bugio, na estrada que sai do centro da vila de Sobrado na direcção de Alfena (a cerca de 1,5 km).
Haverá cinco (e não apenas quatro, como aqui dissemos) parques de estacionamento, de todos os lados em que se acede a Sobrado. No caso dos parques de Penido (a Norte) e da Cifa (a Sul) haverá autocarros cedidos pela autarquia local, que ajudarão a percorrer a distância entre os parques e pontos mais próximos das principais manifestações desta tradição popular.
Todo o programa, a partir do fim da manhã, decorre no Largo do Passal, junto à Igreja, em percursos que são, de um modo geral, idênticos. O "jantar", esse, tem lugar no edifício da Associação da Casa do Bugio, na estrada que sai do centro da vila de Sobrado na direcção de Alfena (a cerca de 1,5 km).
Haverá cinco (e não apenas quatro, como aqui dissemos) parques de estacionamento, de todos os lados em que se acede a Sobrado. No caso dos parques de Penido (a Norte) e da Cifa (a Sul) haverá autocarros cedidos pela autarquia local, que ajudarão a percorrer a distância entre os parques e pontos mais próximos das principais manifestações desta tradição popular.
segunda-feira, junho 21, 2010
O que une as duas fotos?
O que une estas duas fotos? Nada, parece. E, no entanto, há um elemento de união. Ambas são relativas aos Mourisqueiros. A primeira refere-se ao 'castelo' mourisco, construído na manhã do último sábado e implantado a meio do Passal. A segunda é a estrutura de cartão, revestida a pano de linho, que será a barretina do reimoeiro. Passo a passo, avançam os preparativos para o dia 24.
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Mourisqueiros,
Preparativos
Sobre o dia maior do ano
Solstício de Verão - o dia maior e aquele em que o Sol está mais a pique. Muitas civilizações assinalaram este momento do ciclo do tempo (tal como o solstício de Inverno, no Natal) e a festa de S. João é claramente um vestígio ou uma manifestação desses costumes antiquíssimos. Tal como os caretos transmontanos, tão presentes ainda, nas festas dos rapazes ou de Santo Estêvão, assim em Sobrado, nestes rituais de solstício, em que, além da luta entre o bem e o mal (luta indecidida e eterna, porque volta sempre ao ponto de partida), se toca naquelas zonas da energia vital, do mistério, dos inícios e dos fins: a luz e as trevas, o amor e a violência, os excrementos e a água; o fogo e a terra. A máscara é a chave e a porta. Só a franqueia quem busca ultrapassar-se e adentrar-se num mundo desconhecido - tão feito do que nos rodeia como do que nos habita.
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Reflexões e interpretações
domingo, junho 20, 2010
Crianças "dão cartas" na preparação da festa sanjoanina
Crianças do Agrupamento de Escolas de S. João de Sobrado são as protagonistas de uma exposição de máscaras e de penachos alusivos à Bugiada. O certame encontra-se aberto nas instalações da Junta de Freguesia da Vila até 2 de Julho, podendo ser visitado nas horas normais de expediente.
Participaram de forma mais directa nesta iniciativa os Jardins de Infância de Paço, da Balsa e de Fijós, sendo que, neste último caso, participou também a Escola do 1º Ciclo. Trata-se de máscaras que, na sua confecção, recorreram à pasta de papel e à chamada técnica do balão (trabalho de colagens tendo como suporte um normal balão, depois de enchido de ar).
Actualização: A turma 3º/4ºano da Escola EB1 de Paço/1º Ciclo também participou neste evento.
Participaram de forma mais directa nesta iniciativa os Jardins de Infância de Paço, da Balsa e de Fijós, sendo que, neste último caso, participou também a Escola do 1º Ciclo. Trata-se de máscaras que, na sua confecção, recorreram à pasta de papel e à chamada técnica do balão (trabalho de colagens tendo como suporte um normal balão, depois de enchido de ar).
Actualização: A turma 3º/4ºano da Escola EB1 de Paço/1º Ciclo também participou neste evento.
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