As festas da Mare de Déu de la Salut (Mãe de Deus da Saúde), da localidade de Algemesí (ao sul de Valencia, leste de Espanha) acabam de ser reconhecidas pela UNESCO como património da humanidade, na mesma sessão em que também o fado mereceu essa honra.
Trata-se de facto de uma festa riquíssima, como se pode ver aqui e aqui.
Mas quem conhece a festa de Sobrado não deixará de concluir que também ela encerra potencialidades para merecer esse reconhecimento, se não sozinha pelo menos enquadrada nas festas e rituais de máscaras ibéricos, um património de facto de inestimável valor.
Para tal, muito há que fazer ainda, não apenas no que diz respeito ao pesado e complexo processo da candidatura, mas, eu eu diria, sobretudo no cuidado e qualificação que a própria festa deve merecer. Há pequenas coisas que dizem respeito não só aos que mais directamente intervêm na festa, como em todos os que a ela assistem que muito podem contribuir para a dignidade e beleza da Bugiada e Mouriscada. Conto desenvolver este assunto em próximos posts.
terça-feira, novembro 29, 2011
sábado, novembro 26, 2011
Cultura popular e a Bugiada nos 175 anos do Concelho
Nesta terça-feira, dia 29, a Câmara Municipal de Valongo, através do Arquivo Histórico Municipal, evoca os 175 anos da criação do Concelho, com uma cerimónia simbólica de hasteamento da bandeira e uma conferência alusiva à data, centrada nas tradições do âmbito do município.
Caberá ao autor destas linhas a abordgem do tema "Cultura popular tradicional do Concelho de Valongo: entre o passado e o futuro" e, claro, a Festa da Bugiada e Mouriscada de Sobrado não poderia deixar de ter aí lugar de destaque.
Estes actos ocorrem no edifício que acolhe o Museu e Arquivo Histórico Municipal, nas antigas instalações da Câmara, a partir das 15 horas, sendo a entrada livre.
Perguntar-se-á: porquê neste dia? Uma nota da Câmara Municipal explica a razão:
"A 6 de Novembro de 1836, a rainha de Portugal, D. Maria II, assina o decreto que criava o concelho de Valongo. Publicado a 29 de Novembro, o decreto reduzia de 871 para 351 os concelhos do país".
(Gravura: Praça Machado Dos Santos. Pintura de Sousa Pinto)
Caberá ao autor destas linhas a abordgem do tema "Cultura popular tradicional do Concelho de Valongo: entre o passado e o futuro" e, claro, a Festa da Bugiada e Mouriscada de Sobrado não poderia deixar de ter aí lugar de destaque.
Estes actos ocorrem no edifício que acolhe o Museu e Arquivo Histórico Municipal, nas antigas instalações da Câmara, a partir das 15 horas, sendo a entrada livre.
Perguntar-se-á: porquê neste dia? Uma nota da Câmara Municipal explica a razão:
"A 6 de Novembro de 1836, a rainha de Portugal, D. Maria II, assina o decreto que criava o concelho de Valongo. Publicado a 29 de Novembro, o decreto reduzia de 871 para 351 os concelhos do país".
(Gravura: Praça Machado Dos Santos. Pintura de Sousa Pinto)
quinta-feira, novembro 24, 2011
Valorizar e estudar as máscaras
A ideia que tinha de que muita da força da Festa da Bugiada e Mouriscada de Sobrado reside na máscara - é, de resto, este elemento que une as diversas facetas da Festa sobradense - é reforçado por uma conclusão apresentada recentemente por Sofia Maciel, uma estudiosa das máscaras transmontanas.
Nos estudos de que resultou a sua tese de doutoramento, defendida em 2008 e intitulada "Máscaras transmontanas - dos contrastes antropológicos às confluências filosóficas", fica a ideia de uma enorme densidade e complexidade em torno da compreensão deste objecto material, mas sobretudo simbólico, quando ela escreve (pp. 333-334):
"O mundo de relações simbólicas em que se inscrevem as máscaras não permite que delas se elabore um discurso acabado; pelo contrário, por mais esforço que tenhamos feito na vontade de as explicar completamente, há nelas determinadas características – opacidade, flexibilidade, duplicidade e ubiquidade – que funcionam como obstáculos à obtenção de um conhecimento exaustivo".
Como observa Sofia Maciel, no universo simbólico em que as máscaras e os mascarados operam, "os símbolos são mais reais que o simbolizado". As máscaras "configuram uma realidade que significa em qualquer tempo e lugar, acompanhando os homens, ao longo do tempo, na relação consigo próprios, os outros e o mundo; por estas razões, elas são testemunhos vivos da história da cultura e do pensamento".
Curiosamente, a autora intitula o seu capítulo de conclusões deste modo: «A Máscara, um objecto “bom para pensar”». A meu ver, esta ideia é muito sugestiva e desafiante, na medida em que a "opacidade, flexibilidade, duplicidade e ubiquidade" das caretas, atrás sublinhadas, em lugar de fecharem a possibilidade do pensamento, espicaçam a interrogação e a indagação acerca da perene necessidade da máscara não apenas como instrumento de 'não identificação', mas de 're-presentação' e de transfiguração individual e colectiva.
Também por isso é que continuo a achar que, se queremos valorizar a festa de S. João de Sobrado, será necessário valorizar bastante mais as máscaras, em particular aquelas que poderíamos designar por "máscaras de função", ou seja, aquelas que são usadas tanto pelo Velho da Bugiada, Guias, Meios e Rabos, como as que são utilizadas nos rituais agrícolas e na Dança do Cego. Há, de resto, um sinal de que esta matéria é bem mais importante do que parece: poucos se apercebem que, já hoje e desde há muito tempo, a máscara utilizada pelo Velho, na parte da manhã, não é a mesma que ele traz aquando da ida para o castelo e até ao fim da guerra, prisão e libertação. Por alguma razão será, não?
A tese "Máscaras transmontanas - dos contrastes antropológicos ás confluências filosóficas" encontra-se acessível em regime livre no Repositorium da Universidade do Minho: AQUI.
(Crédito da imagem: Máscara de Freixeda, de Salsas, Bragança, publicada na tese referida).
Nos estudos de que resultou a sua tese de doutoramento, defendida em 2008 e intitulada "Máscaras transmontanas - dos contrastes antropológicos às confluências filosóficas", fica a ideia de uma enorme densidade e complexidade em torno da compreensão deste objecto material, mas sobretudo simbólico, quando ela escreve (pp. 333-334):
"O mundo de relações simbólicas em que se inscrevem as máscaras não permite que delas se elabore um discurso acabado; pelo contrário, por mais esforço que tenhamos feito na vontade de as explicar completamente, há nelas determinadas características – opacidade, flexibilidade, duplicidade e ubiquidade – que funcionam como obstáculos à obtenção de um conhecimento exaustivo".
Como observa Sofia Maciel, no universo simbólico em que as máscaras e os mascarados operam, "os símbolos são mais reais que o simbolizado". As máscaras "configuram uma realidade que significa em qualquer tempo e lugar, acompanhando os homens, ao longo do tempo, na relação consigo próprios, os outros e o mundo; por estas razões, elas são testemunhos vivos da história da cultura e do pensamento".
Curiosamente, a autora intitula o seu capítulo de conclusões deste modo: «A Máscara, um objecto “bom para pensar”». A meu ver, esta ideia é muito sugestiva e desafiante, na medida em que a "opacidade, flexibilidade, duplicidade e ubiquidade" das caretas, atrás sublinhadas, em lugar de fecharem a possibilidade do pensamento, espicaçam a interrogação e a indagação acerca da perene necessidade da máscara não apenas como instrumento de 'não identificação', mas de 're-presentação' e de transfiguração individual e colectiva.
Também por isso é que continuo a achar que, se queremos valorizar a festa de S. João de Sobrado, será necessário valorizar bastante mais as máscaras, em particular aquelas que poderíamos designar por "máscaras de função", ou seja, aquelas que são usadas tanto pelo Velho da Bugiada, Guias, Meios e Rabos, como as que são utilizadas nos rituais agrícolas e na Dança do Cego. Há, de resto, um sinal de que esta matéria é bem mais importante do que parece: poucos se apercebem que, já hoje e desde há muito tempo, a máscara utilizada pelo Velho, na parte da manhã, não é a mesma que ele traz aquando da ida para o castelo e até ao fim da guerra, prisão e libertação. Por alguma razão será, não?
A tese "Máscaras transmontanas - dos contrastes antropológicos ás confluências filosóficas" encontra-se acessível em regime livre no Repositorium da Universidade do Minho: AQUI.
(Crédito da imagem: Máscara de Freixeda, de Salsas, Bragança, publicada na tese referida).
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quinta-feira, novembro 17, 2011
Festa será estudada num doutoramento de Estudos Culturais
A festa de S. João de Sobrado vai ser o mote para duas aulas no Curso de Doutoramento em estudos Culturais, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, em Braga.
Inseridas na unidade curricular de Comunicação Intercultural, as aulas versarão sobre "Festa, luta e comunicação: a Bugiada e Mouriscada de Sobrado" (25 de Novembro); e "Dinâmicas e contradições das culturas tradicionais num mundo global" (2 de Dezembro).
Enquanto que, na primeira sessão, será feita uma descrição da festa, apoiada num filme, procurando inventariar dimensões e categorias relevantes de análise, na segunda procurar-se-á aprofundar algumas dessas dimensões e categorias.
Inseridas na unidade curricular de Comunicação Intercultural, as aulas versarão sobre "Festa, luta e comunicação: a Bugiada e Mouriscada de Sobrado" (25 de Novembro); e "Dinâmicas e contradições das culturas tradicionais num mundo global" (2 de Dezembro).
Enquanto que, na primeira sessão, será feita uma descrição da festa, apoiada num filme, procurando inventariar dimensões e categorias relevantes de análise, na segunda procurar-se-á aprofundar algumas dessas dimensões e categorias.
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quinta-feira, outubro 27, 2011
Comissão de Festas 2012 é notícia no JN
O JN de domingo passado dá destaque ao facto de a Comissão da próxima festa de S. João de Sobrado ser apenas constituída por pessoas do sexo feminino, sob a coordenação da engª Lúcia Lourenço. Vêm de um sem-número de actividades profissionais, deitaram já mãos à obra (a próxima iniciativa é a sarrabulhada, a que aqui fizemos já refereência) e mostram-se confiantes de que a a festa vai continuar a ser o sucesso que tem sido. A Comissão criou também uma página própria no Facebook: AQUI.
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segunda-feira, outubro 17, 2011
Carpintaria: memórias de uma arte
"Carpintaria: memórias de uma arte" é o título e tema de uma exposição que abre no próximo sabado, ao fim da tarde, na sede da Junta de Freguesia de Sobrado.
O certame reúne peças de ferramenta de um tipo de artesanato que está hoje praticamente desaparecido, sendo de especial interesse para as actividades pedagógicas das escolas, mas aberta a todos os interessados, da vila, do concelho e de fora dele.
Desta iniciativa não directamente ligada à festa de S. João se faz aqui menção por duas razões: em primeiro lugar por ela resultar de uma parceria da Junta com a Casa do Bugio; e, em segundo lugar, por sublinhar um aspecto comum à Festa da Bugiada e Mouriscada: a necesidade e urgência de preservar e promover a memória da comunidade sobradense e, quem sabe, de lançar as bases para futuras unidades museológicas na vila, antes que o que resta se perca definitivamente.
O certame reúne peças de ferramenta de um tipo de artesanato que está hoje praticamente desaparecido, sendo de especial interesse para as actividades pedagógicas das escolas, mas aberta a todos os interessados, da vila, do concelho e de fora dele.
Desta iniciativa não directamente ligada à festa de S. João se faz aqui menção por duas razões: em primeiro lugar por ela resultar de uma parceria da Junta com a Casa do Bugio; e, em segundo lugar, por sublinhar um aspecto comum à Festa da Bugiada e Mouriscada: a necesidade e urgência de preservar e promover a memória da comunidade sobradense e, quem sabe, de lançar as bases para futuras unidades museológicas na vila, antes que o que resta se perca definitivamente.
sexta-feira, outubro 14, 2011
Movimenta-se a festa de 2012
A Comissão de Festas de 2012 do S. João de Sobrado organiza mais um evento, destinado ao convívio dos sobradenses (e não só sobradenses), bem como à angariação de fundos para promover uma festa do próximo ano. Desta vez, será uma sarrabulhada, em data que se espera já com a temperatura própria desta época do ano: dia 5 de Novembro, pelas 20 horas, na Casa do Bugio.
quarta-feira, setembro 14, 2011
Domingo: porco no espeto e caldo verde
A Comissão da Festa de 2012 organiza, a partir desta sexta-feira, um conjunto de iniciativas desportivas, musicais e gastronómicas, cujo objectivo, além do convívio, é também angariar fundos para fazer face aos encargos organizativos.
O programa começa já esta sexta-feira, dia 16, às 20 horas, com jogos entre equipas femininas. Idêntico programa decorre no dia seguinte, sábado, a partir das 17 horas, e no domingo, às 10 horas, sempre no campo de areia, no centro da vila.
O momento alto será mesmo no domingo com um almoço de porco no espeto e caldo verde, nos jardins do Passal, em Campelo, onde serão disponibilizadas mesas e bancos para as pessoas se sentarem. As senhas de participação são adquiridas no local. Durante a tarde, haverá no mesmo local música ao vivo.
"uma das mais extraordinárias manifestações"
"À descoberta da Festa de S. João de Sobrado" - Este texto, que me foi pedido para a edição do gratuito Jornal Novo de Valongo, distribuído por alturas da festa deste ano, encontra-se disponível na web, no site daquele periódico.
Começa assim:
"A Festa de S. João de Sobrado é, provavelmente, uma das mais extraordinárias manifestações de cultura festiva popular de Portugal. Pela sua genuinidade e vigor e pela participação activa dos sobradenses, pode mesmo considerar-se um caso a nível europeu. Ser ainda pouco conhecida em Portugal e fora dele é, ao mesmo tempo, uma pena e uma vantagem. Pena porque muita gente ganharia em conhecer uma tradição como esta. Vantagem porque, a partir do momento em que se torne mais conhecida, as sanguessugas do dinheiro não hesitariam em procurar cercar e perverter a festa. O “low profile” que tem adoptado tem-lhe permitido afirmar-se, sem se fechar ao exterior. Veremos se resiste e se recria. Mas, então, que festa é esta?"
(Foto: Renato Roque)
Começa assim:
"A Festa de S. João de Sobrado é, provavelmente, uma das mais extraordinárias manifestações de cultura festiva popular de Portugal. Pela sua genuinidade e vigor e pela participação activa dos sobradenses, pode mesmo considerar-se um caso a nível europeu. Ser ainda pouco conhecida em Portugal e fora dele é, ao mesmo tempo, uma pena e uma vantagem. Pena porque muita gente ganharia em conhecer uma tradição como esta. Vantagem porque, a partir do momento em que se torne mais conhecida, as sanguessugas do dinheiro não hesitariam em procurar cercar e perverter a festa. O “low profile” que tem adoptado tem-lhe permitido afirmar-se, sem se fechar ao exterior. Veremos se resiste e se recria. Mas, então, que festa é esta?"
(Foto: Renato Roque)
domingo, setembro 11, 2011
Para uma bibliografia da Festa de Sobrado
Na obra em oito volumes intitulada "Festas e Tradições Portuguesas", editada pelo Circulo de Leitores e da autoria de Jorge Barros (fotos) e Soledade Martinho Costa (texto), o volume correspondente ao mês de Junho publica 16 páginas (pp. 148 a 163) dedicadas à Festa de S. João de Sobrado.
As fotos que ilustram o texto reportam-se a edições da festa compreendidas entre 1989 e 2001.
sexta-feira, setembro 09, 2011
Sobrado no Censos 2011 - o presente e o futuro
A vila de Sobrado praticamente manteve o número de habitantes que tinha em 2001, segundo os primeiros resultados do Censos 2011. De facto, a população da freguesia chegava aos 6.726 no momento da recolha de informação do Censos, quando, dez anos antes, esse número era de 6.682.
Mas, se o crescimento populacional pode ser considerado irrisório, já o das famílias cresceu 10%, o que sugere que diminuiu o número médio de pessoas por família.
No capítulo das construções, também se registam crescimentos. Quer no número de edifícios quer no de alojamentos o aumento foi de 14%.
O crescimento registado no Município de Valongo verificou-se sobretudo na sede, em Campo e em Alfena.
Apesar da abertura dos acessos ao Porto por auto-estrada e da facilitação da circulação na área metropolitana do Porto, na úktima década, tal não contribuiu para atrair população. Por um lado, Sobrado é a freguesia do Concelho mais afastada da Cidade Invicta. Mas, sobretudo, é a única que não é servida pela rede de caminho de ferro.
Importa sublinhar, por outro lado, que enquanto alguns vêem estes resultados como signifcando estagnação e obstáculo ao progresso, outros considerarão, porventura, que o nível de população actual permite assegurar condições razoáveis de acesso aos bens e equipamentos que decorrem da pertença a um espaço mais largo e ao mundo global, salvaguardando condições para alguma qualidade de vida.
Pessoalmente, entendo que foi atingido um ponto interessante que assegura o usufruto dos benefícios da modernidade, mas salvaguarda a preservação da tradição, ainda que num composto sociológico não isento de contradições e dificuldades.
Deste ponto de vista, estes dados podem ter algum significado para o futuro da Festa de S. João, ex-libris da freguesia e do Município.
(NB - Os dados relativos ao Censos foram obtidos na edução de 19 de Agosto do jornal Verdadeiro Olhar).
Mas, se o crescimento populacional pode ser considerado irrisório, já o das famílias cresceu 10%, o que sugere que diminuiu o número médio de pessoas por família.
No capítulo das construções, também se registam crescimentos. Quer no número de edifícios quer no de alojamentos o aumento foi de 14%.
O crescimento registado no Município de Valongo verificou-se sobretudo na sede, em Campo e em Alfena.
Apesar da abertura dos acessos ao Porto por auto-estrada e da facilitação da circulação na área metropolitana do Porto, na úktima década, tal não contribuiu para atrair população. Por um lado, Sobrado é a freguesia do Concelho mais afastada da Cidade Invicta. Mas, sobretudo, é a única que não é servida pela rede de caminho de ferro.
Importa sublinhar, por outro lado, que enquanto alguns vêem estes resultados como signifcando estagnação e obstáculo ao progresso, outros considerarão, porventura, que o nível de população actual permite assegurar condições razoáveis de acesso aos bens e equipamentos que decorrem da pertença a um espaço mais largo e ao mundo global, salvaguardando condições para alguma qualidade de vida.
Pessoalmente, entendo que foi atingido um ponto interessante que assegura o usufruto dos benefícios da modernidade, mas salvaguarda a preservação da tradição, ainda que num composto sociológico não isento de contradições e dificuldades.
Deste ponto de vista, estes dados podem ter algum significado para o futuro da Festa de S. João, ex-libris da freguesia e do Município.
(NB - Os dados relativos ao Censos foram obtidos na edução de 19 de Agosto do jornal Verdadeiro Olhar).
quarta-feira, setembro 07, 2011
Composição da Comissão de Festas de 2012
A festa de S. João de Sobrado de 2012 terá a particularidade - inédita, seguramente - de ser organizada por uma equipa liderada por uma mulher e constituída apenas por mulheres. É a seguinte a constituição actual:
Comissão de Festas de S. João de Sobrado - 2012
1 Lúcia
Maria M. Leão B. Lourenço Costa
2 Ana
Maria Machado Caminho
Novo
3 Maria
Raquel Moreira da Silva Campelo
4 Maria
José Moreira da Silva Caminho
Novo
5 Lúcia
Sousa Duarte Caminho
Novo
6 Carolina
Manuela Sousa Duarte Caminho
Novo
7 Vera
Susana Alves Ribeiro Balsa
8 Angela
Manuela Alves Ribeiro Balsa
9 Adélia
Maria Pereira Soares Fijós
10 Ana
Maria Pereira Soares Fijós
11 Laurinda
Silva Leite Fijós
12 Maria
Inês Guimarães P. Pereira Caminho
Novo
13 Maria
Fernanda Fernandes da Costa Campelo
14 Sandra
Leão dos Santos Caminho
Novo
15 Vitória
da Graça dos Santos Moreira Campelo
16 Maria
Luísa dos Santos Ferreira Marujo Campelo
17 Cristina
Maria Nogueira Gandra
18 Juliana
Isabel Ferreira Almeida Penido
19 Rosa
Maria Santos Sobrado
Cima
20 Maria
Armanda Moreira Silveira Campo
de Fijós
21 Sónia
Filomena Ribeiro Peixoto Pereira Caminho
Novo
22 Elsa
Maria Torres Carneiro Sobrado
Cima
23 Fernanda
Seabra Vilar
24 Delfina
dos Santos Ferreira Marujo Campelo
25 Angela
Maria Gonçalves Nogueira Pereira Campelo
26 Maria
Augusta Fernandes da Silva Campelo
27 Manuela
Neves Balsa
28 Lucília
dos Santos Oliveira Balsa
29 Susana
Manuela da Costa Neves Balsa
30 Paula
Maria de Sousa Ferreira Paço
31 Zélia
Mota Gandra
32 Joana
Isabel Correia Figueiredo Campo
de Fijós
33 Sofia
Daniela Ferreira Nunes Balsa
34 Luisa
Patricia Ribeiro da Silva Balsa
35 Margarida
Maria Ferreira Dias Balsa
36 Maria
Rosa Costa Nunes Balsa
37 Lúcia
Maria de Jesus Lima Sobrado
Cima
38 Marina
Suzete Oliveira de Sousa Vilar
39 Célia
Maria Oliveira de Sousa Vilar
40 Margarida
Ferreira Monteiro Sobrado
de Cima
41 Florinda
Moreira Sousa Bento Sobrado
de Cima
42 Cândida
Maria Brito Sousa Sobrado
de Cima
43 Magna
Soares Campelo
44 Sílvia
Moreira Caminho
Novo
45 Carla
Sofia F. Araújo Pereira Campelo
46 Sónia
Manuel F. A. Pereira Campelo
47 Ana
Maria Oliveira Rocha Campelo
sexta-feira, julho 08, 2011
Algumas notas impressivas sobre a festa de 2011
A festa deste ano correu bem. Atendendo às peripécias iniciais da organização e à crise reinante, até se pode dizer que correu muito bem. E isto é o mais importante.
Há aspectos que podem parecer pormenores, mas que contribuem para a qualidade da festa e que foram sendo introduzidos em anos recentes. Um exemplo: a instalação sonora que amplifica a música das danças quer junto à Casa do Bugio quer junto à residência do Velho da Bugiada (para já não falar nas Danças de Entrada).
Os seis parques de estacionamento são hoje em dia uma infra-estrutura de apoio muito importantes, bem como a instalação de casas de banho no recinto. Foi boa ideia a criação de transportes entre Valongo e Sobrado. Só foi pena isso não ter sido anunciado com tempo, para que mais pessoas pudessem beneficiar.
Este ano, houve uma novidade, a que já aqui fiz referência: a criação da página no Facebook, a qual cresceu exponencialemnte, a ponto de ter já ultrapassado bastante o milhar e meio de membros, o que dá bem a ideia do interesse que despertou. Além disso, serviu para muita gente se manifestar e mostrar imagens da festa. Neste terreno, ainda há muito a descobrir, tenho a impressão. E muito a partilhar. E se as escolas apostassem nesta rede social (ou na que acaba de ser criada pelo Google+) para recolher histórias, depoimentos, fotos antigas, e se tornassem mais visíveis na página do Facebook? Aqui fica a sugestão, dirigida às profesorras e professores, mas também aos pais e respectiva associação.
Sobre o futuro tenho dois ou três assuntos sobre os quais gostava de escrever e de conhecer outras opiniões, mas ficarão para uma próxima oportunidade.
quinta-feira, junho 30, 2011
Convite à avaliação da festa de 2011
Passada quase uma semana sobre o dia de S. João, acalmados os espíritos do fogo da paixão (que, no entanto, não morre), é boa altura para, com cabeça fresca, avaliar o que correu bem e o que correu menos bem na festa deste ano.
Fica, pois, aqui o convite para as opiniões de quem quiser pronunciar-se. Tudo pode ser comentado: o programa das noitadas, o modo como correu o dia 24, desde a manhã até à noite, a acção da comissão de festas, a prestação dos principais figurantes, entre outros aspectos. É altura, também, para fazer sugestões para o futuro e, desde logo, para a festa de 2012.Peço apenas que sejam evitados ataques pessoais e que se procure manter um registo construtivo, mesmo quando as opiniões forem negativas (de outro modo, os comentários serão retidos). Aqui fica, pois, o desafio.
Fica, pois, aqui o convite para as opiniões de quem quiser pronunciar-se. Tudo pode ser comentado: o programa das noitadas, o modo como correu o dia 24, desde a manhã até à noite, a acção da comissão de festas, a prestação dos principais figurantes, entre outros aspectos. É altura, também, para fazer sugestões para o futuro e, desde logo, para a festa de 2012.Peço apenas que sejam evitados ataques pessoais e que se procure manter um registo construtivo, mesmo quando as opiniões forem negativas (de outro modo, os comentários serão retidos). Aqui fica, pois, o desafio.
quarta-feira, junho 29, 2011
Imagens da Festa de 2011 (2ª parte)
Nova remessa de fotos da festa deste ano, incluindo a da Juíza da festa de 2012 e a da nova imagem de S. João que se encontra num altar próprio na igreja paroquial:
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