sexta-feira, junho 19, 2015

8 perguntas e respostas para os que querem ir a Sobrado no dia 24

Sou do sul, estou a pensar ir ver o S. João de Sobrado, mas, uma vez que vou ao Norte, aproveito para ir à noitada do S. João do Porto. Faço bem?

Fazes bem, claro. Mas, se queres ir a Sobrado, é melhor deitares-te relativamente cedo. Não serias o primeiro que faz uma direta, ou quase, e depois já não tem pedalada para a Bugiada.

A que horas devo chegar, para apreciar a festa, no dia 24?

Depende do tempo que tens e do que queres ver. Se for para ver tudo, prepara-te para chegar a Sobrado às 8.  É por essa hora que começam as danças dos Mourisqueiros e, uma meia hora depois, os Bugios. E prepara-te para ficar por lá até às 21, pelo menos.

Mas há momentos especiais que não se deve perder?

De novo, depende dos teus interesses e do que queres ver. Eis uma lista de momentos interessantes:
- Jantar  a partir das 9.30 (leste bem, o jantar é logo de manhã), na Casa do Bugio, servido a centenas de participantes, com os Bugios num lado e os Mourisqueiros no outro.
- Missa da festa, por volta das 10.00, seguida da procissão, pelas 11.30, com a particularidade de serem os mouriscos a transportar os andores.
- Danças de entrada, na verdade marchas de apresentação das duas formações, a partir das 12.30, seguidas de cenas de mascarados a criticar acontecimentos do ano anterior.
- Ritual da Lavra da Praça, a partir das 15.00
- A Dança do Cego ou Sapateirada - uma representação de teatro primitivo, que tem início por volta das 17.00 não aconselhável a pessoas que não sejam capazes de dar uma corrida ou que não gostem de apanhar com a lama.
- Prisão e libertação do Velho da Bugiada, incluindo o combate, o assalto ao castelo e a cena da serpe.

Chego lá e descubro facilmente onde decorre tudo isto?

Bom, a maior parte destas manifestações decorre no centro da vila, no Passal em frente à igreja. Mas as danças de manhã cedo decorrem na casa do líder de cada uma das formações. Este ano, o Reimoeiro é de Vale Maior e o Velho é da rua da Costa. Qualquer habitante local indica o caminho. A Casa do Bugio, onde acontece a refeição, de manhã, fica na estrada que liga Sobrado a Alfena, a cerca de 2km do Passal.

É fácil chegar ao local da festa?

Se vais de carro e vens dos lados do Porto ou dos lados de Braga, um caminho rápido é ires pela A3 até à portagem da Maia, sais antes da portagem para a A41, sais  na 3ª ou na 5ª saídas que indicam ambas Sobrado. Também podes optar pela 2ª saída para Alfena e, na rotunda que está a 300m, sais na segunda saída. Atravessas um monte e vais diretamente ter a Sobrado. Para quem circule na A4, a saída mais próxima é Campo que está a 3km de Sobrado. Os habitantes da região conhecem estradas secundárias que evitam o pagamento de portagens.

É facil estacionar em Sobrado, no dia da Festa?

Esse tornou-se um grande problema até há alguns anos. Mais recentemente, têm sido criados vários parques de estacionamento em locais da vila que permitem ir a pé até ao Passal. Brigadas da GNR que estarão a cortar o trânsito, nas horas de maior afluência de gente, indicarão onde fica o parque de estacionamento mais próximo. E há autocarros a partir dos extremos da estrada principal (da Balsa, no extremo norte da vila, e da Pinguela, no extremo sul). Se usas GPS, aqui ficam as coordenadas: 41.209978, -8.462189

Alguma coisa que se possa ler ou ver sobre a festa, antes do dia 24?

A festa só agora está a começar a ser objeto de um estudo sistemático e aprofundado. Encontras, ainda assim, alguns materiais como estes:
Texto: Bugiada: festa, luta e comunicação
Documentário vídeo: http://bit.ly/1ITcO0Z
Vídeo promocional: http://bit.ly/1N9YlPB
No Youtube encontras muitos registos vídeo sobre a festa, de qualidade naturalmente muito desigual.

Alguma recomendação especial?

Sim: prepara-te para uma jornada dura. Normalmente o calor é forte e as muitas árvores do Passal não dão sombra para toda  a gente. Mune-te de água, creme solar, chapéu, e boa disposição, porque esta festa tem momentos solenes e dramáticos, mas tem igualmente outros momentos cómicos e de muita folia. Mas será seguramente uma experiência inesquecível.

quinta-feira, junho 18, 2015

Já é uma das figuras da festa de 2015: o drone


Este ano, nos ensaios, surgiu um drone para registar a festa. Em Sobrado já se tornou conhecido, porque tem conseguido divulgar ângulos sobre a freguesia nunca até hoje conseguidos. Certamente será colocado em funcionamento em alguns passos no dia da festa.
Como é sabido, o S. João de Sobrado é muito difícil de registar e por várias razões, entre as quais se pode referir o facto de as danças ocorrerem no meio da multidão. Uma máquina telecomandada é, de facto, o ideal para captar movimentos e percursos. Contanto que seja manipulado com destreza e cuidado, para não cair e atingir alguém.
Em rigor, há dois ou três anos, já houve um drone a filmar a festa. Mas nessa altura estas máquinas eram ainda raras e 'gigantescas', mais parecidas com um pequeno helicóptero não tripulado. A miniaturização e relativa acessibilidade alteraram completamente a situação.
Fica aqui uma sugestão: organizar, futuramente, no Centro de Documentação da Bugiada e Mouriscada, uma exposição de imagens captadas pelo esta pequena máquina voadora, com ângulos e vistas que só do ar é possível obter.

quarta-feira, junho 17, 2015

A lista de quem vai fazer os "serviços da tarde"



Como é tradição, foi anunciada no ensaio do passado domingo a lista dos nomes daqueles a quem caberá realizar os chamados serviços da tarde, no dia da Festa. Nos dois primeiros ensaios, os voluntários apresentaram a sua disponibilidade, dando o nome e, no terceiro, o Velho anunciou a decisão entretanto tomada.
Os serviços, que se iniciam, pelas 15 horas, com a colheita ou cobrança dos direitos, prosseguem, depois, com o ritual da Lavra da Praça e, depois, a Dança do Cego ou Sapateirada.
Para os que não conhecem de perto a Festa de S. João e Sobrado, estas tradições da tarde são todas levadas a cabo por mascarados, vestidos "à civil", retratando cenas de trabalho e do quotidiano de gente humilde. No seu conjunto, revelam uma outra festa dentro da festa, não sendo improvável que, em termos de antiguidade, sejam mesmo anteriores às danças da Bugiada e Mouriscada.

terça-feira, junho 16, 2015

Ensaio 2015: Bugios pequenos são o futuro da festa

Os ensaios vão avançando e é sempre com emoção e esperança que se assiste ao 'bloco' dos mais novos, no ensaio da Bugiada. Quanto à Mouriscada nem é preciso falar, já que são todos jovens, alguns ainda dolescentes.

https://vimeo.com/130797204

segunda-feira, junho 15, 2015

Exposição de pintura sobre a Festa abre sexta, dia 19


O Centro de Documentação sobre a Bugiada e a Mouriscada, em Sobrado,  é o espaço onde será inaugurada uma exposição de pintura de diversas proveniências, que tem como temática a festa de S. João de Sobrado. A inauguração será às 19h00, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Valongo.


domingo, junho 14, 2015

Fernando Lopes: o 'novo' caixa



Mais cedo ou mais tarde iria acontecer: este ano houve que mudar aquele que toca a caixa, no acompanhamento das danças dos Mourisqueiros. Já não acontecia tal há décadas.
Fernando Lopes não é propriamente um novato na função - e menos ainda um estreante: já tocou pelo menos nas festas de de 1969 e 1970, quando o seu irmão foi de Reimoeiro. Aparentemente, não se esqueceu. Os ensaios que tem feito este ano demonstram, se dúvidas houvesse, que temos caixa.

domingo, maio 31, 2015

Ensaios arrancam este domingo

Pelas 18 horas deste domingo, na avenida do Passal, começam os quatro ensaios preparatórios da Festa de S. João de 2015. Primeiro os Mourisqueiros e, a seguir os Bugios. É a primeira prova pública, visto que estes ensaios são de acesso livre.
Os trajes não aparecem, por agora. Os Mourisqueiros recorrem a um pau a fazer de espada, enquanto de os Bugios assinalam o ritmo da dança através das castanholas. No derradeiro ensaio, o dos tremoços, aí os Mourisqueiros levarão uma fita vermelha colocada em diagonal.
Por tradição, neste primeiro ensaio, aceitam.se inscrições para os "serviços" da tarde do dia da festa, como a cobrança dos direitos, os lavradores, e os que intervêm na 'Dança do Cego'.
Os ensaios decorrerão dia 31 de maio, 7, 14 e 21 de junho, sempre às 18 horas, no Passal, exceto o último, que terá lugar junto à Casa do Bugio.

domingo, maio 24, 2015

Festa de 2015 está à porta: quem ocupa os 'lugares'

Avançam a bom ritmo os preparativos da edição de 2015 da Festa da Mouriscada e da Bugiada. Dentro de uma semana têm início os ensaios públicos de uma e outra formação. Importa, assim, dar a conhecer os que ocuparão dos lugares nas formações dos Bugios e dos Mourisqueiros da Festa deste ano:

BUGIOS:

Velho da Bugiada: Carlos Vicente
Guias: Norberto Pinto e Rui Moreira
Rabos: Filipe Rocha e Flávio Vale

MOURISQUEIROS:

Reimoeiro: Marco Maia
Guias: Ricardo Devezas e Celso Dias
Rabos: José Gaspar e Ricardo Alves
Meios: Fernando Seabra e Roberto Oliveira.

O Velho reside na Costa e é emigrante em França, ligado à construção civil. O Rei é de Vale Maior e trabalha numa empresa de reboque de veículos.
(Imagens cedidas por M.J. Krom)






domingo, junho 29, 2014

Rodízio - componente da Dança dos Mourisqueiros

[Clicar na imagem para ver o vídeo]



quinta-feira, junho 26, 2014

A festejar também se vive

Na véspera de S. João publiquei no Página 1, diário digital da Renascença o texto seguinte:

O património cultural português encerra, por vezes, manifestações que trazem pistas importantes
sobre como conviver e como comunicar saudavelmente em sociedade.
Conheço, desde pequeno, nos arredores do Porto, uma festa que põe durante um dia inteiro, mouros e cristãos a lutar, sem ser por isso uma festa violenta. É pouco dizer que a conheço desde criança. De facto, tal como muitos outras crianças, desde antes da escola que ela nos povoava o imaginário e nos punha a representá-la, a brincar e sonhar com ela, a falar dela, muitos antes e muito depois do dia da festa, o dia de S. João.
Ainda hoje isso acontece, apesar das brutais transformações da comunidade local dos últimos cinquenta anos, quanto aos estilos de vida, à economia e formas de trabalho, e às mentalidades e visões da vida e da sociedade.
A festa consegue falar eloquentemente de dimensões centrais e difíceis da vida quotidiana, sem quase precisar de palavras escritas ou ditas. Por exemplo: como resolver conflitos sem pegar tudo à paulada; como relacionar-se com quem é diferente sem pretender impor-lhe o que somos; como exercer e gerir o poder abrindo-o a quem merece tê-lo; ou, ainda, como viver com seriedade sem pôr de lado a crítica e o riso. A linguagem do mais complexo exprime-se e interpreta-se através do mais básico: o ritual, através da dança, da música, do ritmo e da cor.
Por um dia se recorda a memória dos tempos em que estas terras foram ocupadas pelos árabes; se faz a experiência de subverter e de refazer a ordem social; de pôr em cena pequenas peripécias dos trabalhos e dos dias, procurando linguagens para dizer quão profundas e quão mesquinhas elas por vezes se nos apresentam.

Falo da Festa da Bugiada e da Mouriscada de Sobrado, que acontece perto de Valongo, que conseguiu - e consegue ainda - não sem tensões e contradições, ressignificar-se nas condições da vida difícil dos tempos que correm, nomeadamente junto dos mais jovens. Para muitos vale o que aparece à superfície: uma banal luta entre o bem e o mal. Em Sobrado, porém, não é fácil dizer quem são os bons e quem são os maus. Porque os dois lados habitam cada um, numa tensão que se diria quase irresolúvel. Mais do que de bons e de maus, a Bugiada e a Mouriscada revela-nos, afinal, como pode conviver a identidade com a diferença. Não apenas conviver, mas também vivificar-se.

quarta-feira, junho 25, 2014

Chuva: uma das figuras centrais da Festa de 2014

A Bugiada de 2014 vista de dentro de um automóvel
Sim, a chuva complicou e preocupou, até ao fim das Danças de Entrada.
Sim, os penachos ficaram irreconhecíveis e muitos chapéus bastante danificados com a tinta das fitas dos penachos.
Sim, os guarda-chuvas foram um apetrecho com que ninguém conta andar no dia de S. João.
Mas nem as danças todas deixaram de se fazer. Nem os Mourisqueiros deixaram de levar os andores na procissão. Nem as pessoas deixaram de aparecer em grande número. Nada, apesar de tudo, que se comparasse com a festa de 1974, em que, também da parte de manhã, chuva forte fustigou Sobrado. Mas, nem aí, Bugios e Mourisqueiros ficaram em casa.
E, além disso, esteve uma tarde magnífica, sem chuva e com temperatura amena, permitindo terminar a festa em grande nível.

A água já caía do céu, mas, ainda assim, o Reimoeiro achou que devia benzer os seus homens

Guarda-chuva: uma das figuras da Festa de 2014



segunda-feira, junho 23, 2014

Para quem quer ir à festa e não conhece bem o caminho e os horários


Onde fica Sobrado?

Uma pesquisa no Google Maps resolve rapidamente o problema.
Sobrado fica num extenso vale banhado pelo rio Ferreira e atravessado pela estrada que liga Valongo - Campo - Lordelo - Paços de Ferreira.
Se usa GPS, tem, na coluna ao lado esquerdo deste blog as coordenadas.

Viajar de carro

Quem for de carro pode utilizar a A4 e sair em Campo. Fica a sensivelmente 3km do local da festa.
Outra forma é utilizar a A41 e sair diretamente em Sobrado.
Num e noutro caso, terá de deixar o carro num dos oito parques gratuitos disponibilizados para o efeito.

Há transporte público?

A estação mais cómoda é a de Valongo. Mas a distância a Sobrado ainda é e uns 5 km. Um táxi resolve a situação.
Há autocarros que servem Sobrado, idos do Porto:
- Gondomarense, na estação de camionagem do Campo 24 de Agosto;
- Pacense, qe parte de uma garagem situada ao cimo da Avenida dos Aliados, do lado esuerdo de quem sobe, mesmo ao lado da Câmara Municipal do Porto.
- VALPI - os autocarros desta empresa fazem serviço de Matosinhos para Sobrado.

Parques de estacionamento

Como ficou dito, de todas as estradas que conduzem ao centro da Vila e ao Passal - local principal das manifestações festivas - há oito parques de estacionamento gratuitos (e obrigatórios, já que os agentes da GNR não autorizarão a passagem das viaturas). Dentro da freguesia e a partir dos seus extrems Norte (Balsa) e Sul (Paço) haverá autocarros camarários que farão em permanência o trajeto para o Passal, passando junto dos parques que se situam ao longo da estrada 209.

Para quem não pode estar o tempo todo, que sugestões damos?

As Danças de Entrada, ao fim da manhã (entre as 12 e as 13h30), são um momento em que dá para apanhar o sabor da festa, ainda que se trate apenas de meros desfiles de apresentação de Bugios e Mourisqueiros. Nessa altura, poe observar também as cenas de crítica e sátira social aepisódios da vida local ou nacional e até internacional.
Se ficar até meio da tarde, pode assistir aos rituais agrícolas da sementeira, feitos em ordem inversa à que é comum. Por volta das 17, pode assistir à Dança do Cego, uma manifestação absolutamente surpreendente, mas que é para quem não se importe de apanhar uns salpicos de lama e passar por algumas surpresas e aventuras.
Quem puder comparecer apenas ao fim da tarde (a partir das 18h), apanhará o clímax da festa, com a Prisão e libertação do Velho da Bugiada, a luta entre castelos, a corrida das embaixadas, a Serpe e, no fim de tudo, a Dança do Santo, junto ao adro da igreja paroquial (ao fundo do Passal).
Boa festa.

Quem são os titulares de cargos na festa deste ano?

São os seguints os postos de responsabilidade na hierarquia de Bugios e Mourisqueiros, nesta Festa de 2014:



Como sabem os Sobradenses, não existem os postos de Meios nos Bugios dada a dimensão da Bugiada.

domingo, junho 22, 2014

quinta-feira, junho 19, 2014

Para um dicionário da Festa da Bugiada e Mouriscada (FIM)

Rodízio
Rodízio - Componente das danças dos Mourisqueiros caraterizada  morfologicamente pela formação de dois semicírculos que, a partir de um sinal, começam a rodar em sentido inverso, ao som de gritos produzidos pelos próprios Mourisqueiros e do toque acelerado da Caixa. A dado momento, cada fila abandona em corrida ligeira o espaço, dirigindo-se em sentidos opostos e regressando ao ponto inicial, restabelendo-se a formação habitual das duas filas paralelas.

Roubo ritual - Surge este termo associado à Festa em dois contextos. O primeiro é o da lenda: na posse da imagem de S. João, os Mouriscos procuraram apropriar-se dela, tendo nascido aí o conflito com os Bugios. O outro contexto refere-se à aceitação social de pequenos roubos (de doces, por exemplo) que alguns Bugios executavam recorrendo a dispositivos como o Sardão.

Sapateirada - É uma das partes da Festa de S. João de Sobrado, também conhecida por Dança do Sapateiro (ver esta expressão).

Dia dos Tremoços
Sardão - Um dos objetos que outrora eram mais comuns, transportados pelos Bugios, quando dançavam. Hoje é raro vê-los. Trata-se da imitação de lagartos (ainda que sem membros), com uma mola por dentro, a qual uma vez accionada, permitia ao sardão abrir e fechar a boca, podendo, assim, agarrar coisas.

Serpe - É uma figura central e decisiva no desfecho do conflito entre Bugios e Mourisqueiros e da própria festa. Trata-se de uma espécie de dragão, de tons esverdeados, língua vermelha e longa cauda, com um comprimento que andará entre os 3 e os 4 metros. Quando os Bugios se vêem derrotados pelos Mourisqueiros e com o seu rei levado prisioneiro, recorrem à Serpe e surpreendendo os Mouros no caminho, conseguem que eles, aterrorizados, abram brechas, permitindo a libertação do Velho, no meio de


grande correria.

O Velho da Bugiada
Tremoços (Dia dos) - Também conhecido por Beberete. Os antigos diziam antremoços. O Dia ocorre no final do 4º ensaio que tem lugar no último domingo antes da Festa de S. João. A Comissão deve fornecer aos Bugios e Mourisqueiros assim como aos tocadores tremoços, vinho e broa.  Nos últimos anos, em que o último ensaio tem decorrido em frente à Casa do Bugio, é nestas instalações que tem lugar o Beberete. E muita gente da comunidade que assiste ao ensaio aproveita também para confraternizar.

Velho da Bugiada - A par do Reimoeiro, o Velho da Bugiada é uma figura central da Festa de Sobrado, cabendo-lhe não apenas o papel de dirigir a Bugiada e suas danças, mas também de realizar uma série de outras tarefas, relacionadas com a construção dos Castelos, com o convite aos advogados e ao cavaleiro que vai correr as embaixadas, a designação dos que vão executar os diferentes papeis nos 'serviços' da tarde, relacionados com os trabalhos rituais de cunho agrícola e com a Dança do Cego. É um posto muito pretendido e de elevada carga simbólica.